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Cami Dellatorre Iniciante


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 | Assunto: Vampires - A Rebelião 09.03.11 12:18 | |
| Título: Vampires – A Rebelião Gênero: Ação, aventura, romance, comédia e guerra. Shipper(s) e/ou personagem (ens): Só personagens e shippers novos. Classificação: 12 anos. Autora: Cami Phalangie Salvatore. Resumo: Vampiros existem desde o inicio dos tempos, mas nunca se revelaram para os humanos, fazendo-os pensar que os vampiros são apenas um mito. E se um dia esse seres se mostrassem ao mundo? O que aconteceria? Status: Incompleta. Capítulos:
OBS: Já postei no tD, agora aqui. \o/
Última edição por Cami Phalangie Salvatore em 14.03.11 11:13, editado 1 vez(es) |
|  | | Rafael Nível I


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 09.03.11 14:13 | |
| ahhhhhhhhh,vai começar a postar a fic aqui,fofinha?? cool XD vou acompanhar,certeza ^^ |
|  | | Cami Dellatorre Iniciante


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 09.03.11 18:27 | |
| vlw Rafa, q bom q vai acompanhar aki. (: espero q goste ainda mais xD |
|  | | Bru Bennett Nível XI


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 09.03.11 19:40 | |
| Vai continuar escrevendo? *--* Que bom! Muito bom  Amo <3 |
|  | | Cami Dellatorre Iniciante


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 09.03.11 21:39 | |
| claro q vo, eu demoro mas n paro. xD
meu lema |
|  | | Matt Hanson Nível I


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 11.03.11 2:11 | |
| Posta logo ^^. quem sabe eu não pego umas dicas pra melhorar aminha fic? Já li uma fic sua de Avatar e gostei. Você realmente entende disso... quem sabe não aprendo com você? (: |
|  | | Cami Dellatorre Iniciante


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 11.03.11 9:51 | |
| essa é em primeira pessoa, é diferente do estilo q vc quer seguir. (: mas td bem, cap 1:
Capítulo 1 – Novo mundo.
“Desde que o primeiro vampiro foi criado, na aurora dos tempos, ele já era um ser superior. Fortes, rápidos, bonitos e inteligentes, os vampiros tinham o mundo nas mãos. Na verdade não.
Apesar de terem tudo para causar um caos entre os humanos, os vampiros tinham uma fraqueza que estragava todos os seus planos. Quando expostos a luz do Sol, os vampiros morrem queimados, se desfazendo até virarem cinzas.
Além do Sol, outra coisa os impedia. Junto com o vampiro, foi criado seu inimigo mortal, o lobisomem. Fortes, grandes e muito ágeis, eles impediam os vampiros de controlarem o mundo. Por quê? Não se sabe ao certo, mas acredita-se que era apenas para contrariá-los.
Assim continuou por muito tempo. Porém, por volta dos anos 2000, essas criaturas criaram um tipo de tecido capaz de bloquear totalmente a luz solar, que transformaram em capas pretas. Com isso, os vampiros pararam de se esconder e começaram a matar livremente.
Os humanos ficaram aterrorizados. Mas a situação piorou ainda mais quando os lobisomens também pararam de se esconder para deter os vampiros. Uma grande guerra viria em breve e os vampiros estavam em menor número.
Inteligentemente, um vampiro inglês chamado William deu a idéia de fazer um pacto com os humanos. E assim aconteceu. Os humanos forneceram seus melhores exércitos e artilharia pesada e os vampiros forneceram balas de prata, única coisa que mata lobisomens além de desmembração.
Surpresos, os lobisomens perderam a luta e todos foram exterminados. Alguns fugiram, mas foram achados mortos com balas de prata e outros vivos, mas logo foram mortos também.
Desde então, os vampiros são os “donos do mundo”, controlando todos os países do planeta. É um grande império, na verdade. O Imperador é o vampiro que fez a vitória ser dos vampiros, William, e em todos os países existem guardas vampiros.
Apesar de estranho, vampiros e humanos vivem em harmonia, com apenas cinco grandes leis para humanos e três grandes leis para vampiros. As dos humanos são:
1. Não arrumar confusões. 2. Respeitar os vampiros. 3. Não sair do país sem permissão. 4. Doar sangue uma vez ao mês. 5. Não fazer rebeliões.
As dos guardas vampiros são:
1. Prender quem desrespeitar as regras 1 e 2. 2. Mandar para o hospital quem desrespeitar as regras 3 e 4. 3. Matar quem desrespeitar a regra 5.
Os vampiros exigem doação de sangue para beber sangue sem o risco de a população ficar pequena demais e...”
Parei de ler. Olhei para frente e a Professora Mônica estava sentada em sua cadeira frente a sua mesa, em silêncio, como sempre faz quando nos manda ler alguma coisa do livro. Eu odiava História. A matéria podia ser até legal no passado, mas agora muita coisa está ligada aos vampiros. Eu odeio os vampiros.
Primeiramente, deixe-me apresentar. Sou Clarisse e tenho quatorze anos. Estamos no ano de 2010, dez anos após a dominação dos vampiros. Estou no nono ano e estudo no colégio CEAT. O colégio fica no estado do Rio de Janeiro, capital, mais precisamente em Santa Tereza. Moro em Copacabana e tenho vários amigos então não posso dizer que minha vida não é confortável. Apesar de viver em harmonia com os vampiros, não me conformo de que eles tenham o controle do mundo. Não parece... justo. Assim como o fato de eu ter de estudar a história deles.
Olhei para Matheus, meu melhor amigo, sentado ao meu lado e o cutuquei com a perna. Ele mirou seus olhos incrivelmente verdes em mim e fez uma pergunta silenciosa que entendi como “O quê?”
Abri meu caderno na última folha e escrevi um bilhete. “Que aula irritante! Como vamos usar isso no futuro?” Ele leu e respondeu. “Não faço idéia, mas melhor voltar a ler, a Mônica parece que tem visão de raio x.”
- Clarisse, Matheus, se continuarem passando bilhetes, os dois saem de sala. – disse Mônica, provando que o que Matheus dissera era verdade. A turma inteira, trinta e dois adolescente sem contar nós dois, olhou para a gente. - Claro, professora, me desculpe. – respondi, fazendo minha melhor cara de arrependimento.
Ela assentiu e voltou a ler o que quer que fosse que estivesse lendo. Olhei para Matheus e ele estava sorrindo. Sorri também. Adorava isso em Matheus. Ele, ao contrário de mim, sempre estava de bom humor. Odiava os vampiros tanto quanto eu, mas aprendera a conviver com isso e provavelmente era mais feliz do que eu, que simplesmente não conseguia deixar isso para lá.
Voltei a ler, apesar de estar entediada. A Mônica era muito rígida, aprendi isso da pior forma. Graças a Deus, depois de uns vinte minutos a aula acabou. Era hora do recreio e eu estava faminta. Voei com Matteus para a cantina, onde comprei meu lanche favorito: queijo-quente e um Guaraná. Matheus comprou apenas uma Coca-Cola e um pão de queijo.
Apesar de ter várias amigas, minhas duas melhores amigas haviam faltado hoje, então fui passar o recreio, que dura apenas meia hora, com Matheus. Não exatamente com ele, pois ele sempre joga futebol no recreio então fui assisti-lo jogar.
Eu nunca havia prestado muita atenção nos jogos de futebol de Matheus, até porque existem duas quadras no CEAT e ele joga na quadra da floresta – sim, tem uma quadra na floresta – e ela é meio escondida, então nunca havia reparado que os times se definiam pelos garotos que estavam usando camisa e os que não estavam. Corei quando Matheus tirou a camisa e pediu para eu segurá-la. Devo ter respondido algo muito inteligente como: “Ahn, ok. Quê?” Não sei como eles conseguem ficar sem camisa nesse frio, mas deve ser porque jogar esquenta.
Enfim, Matheus joga bem, mas não prestei muita atenção nisso. Fiquei mais ocupada tentando decidir qual dos garotos do time de Matheus era mais bonito. Acabei por decidir que era um garoto que eu não conhecia. Apesar disso, Matheus é lindo. A pele é branca, não muito bronzeada, seu cabelo castanho é cortado curto e, como já havia mencionado antes, seus olhos são muito verdes.
Quando acabou o recreio, voltamos para a sala de aula e ele estava todo suado. Como não é permitido entrar em sala de aula sem camisa, ele teve que recolocá-la, mas não reclamou. Ao invés disso, ficou rindo e contando as melhores jogadas do time dele, que tinha vencido.
O resto do dia foi chato. Estudamos, estudamos e estudamos. Tivemos até um teste surpresa pra piorar. Felizmente chegou meio dia e meia e a hora da saída. Esperei um pouco até que a minha vã chegou. Me despedi de Matheus, que morava em Botafogo, e entrei na vã, na última fileira, onde sempre sento. Coloquei meus fones de ouvido e encostei a cabeça na lateral da vã, abrindo a janela e ouvindo Simple Plan.
Quando todo mundo entrou na vã e o motorista deu a partida, Júlia – a garota mais chata da turma – veio para perto de mim com suas amiguinhas e disse pela janela que minha calça jeans parecia que tinha saído de um lixão. Então elas foram embora rindo. Deixei pra lá e fingi que não ouvi enquanto aumentava o volume do meu iPod. Eu tinha caído numa poça hoje de manhã, quando tava chovendo, não tinha culpa.
Eu estava tão distraída pensando em algum insulto para dizer a Júlia no dia seguinte que quase não reparei nos dois vampiros com capas pretas de guarda no portão da escola. Primeiro quero deixar bem claro que não odeio todos os vampiros, tipo, os guardas do portão do CEAT são legais. Mas não eram eles. E os novos guardas pareciam mais chatos que a Professora Mônica. Xinguei baixinho e fechei os olhos. Uma das coisas que mais adoro é ouvir música alta com os olhos fechados enquanto o vento bate no meu rosto. Ainda mais o vento frio de Santa Tereza.
Eu sou deixada em casa por último, então minha viagem é meio longa. Quando estava chegando, peguei minha mochila e passei para o banco da frente. A vã parou e eu desci.
- Até mais Clarisse. – disse Mário, o motorista. - Tchau Mário. – eu disse, batendo a porta.
Caminhei até meu prédio e a porta se abriu antes que eu tocasse a campainha. Revirei os olhos e sorri.
- Mais rápido de novo hein Seu João? – brinquei, enquanto ia até o elevador. - Você nunca vai ser mais rápida que eu. – respondeu Seu João, que, para um porteiro, era novo e simpático. - Veremos. – o elevador chegou e eu entrei. – Até mais. – gritei de lá dentro.
Chegando no meu andar, o quinto, eu saí e uma pessoa de olhos vermelhos entrou. Tentei esconder minha repulsa por meu vizinho, Cristiangelo. Ele usava camiseta básica e jeans e por cima, naturalmente, a capa preta. Nome estranho né? Bem, ele é meio velho, apesar de ter a aparência de dezesseis anos. Cristiangelo era um porre. Era um daqueles garotos metidos que sempre tinham tudo, só que era guarda vampiro. Gostava de se mostrar superior que os humanos, tratando-os como lixo. O que piorava a situação é que ele não fazia suas piadas nem se mostrava superior comigo, pois – ergh – ele tinha uma quedinha por mim. Eu não posso dizer que ele não era bonito com seu cabelo rebelde dourado, sua pele pálida e seus músculos. Ele seria alguém com quem eu ficaria, se não fosse tão estúpido e se não fosse um vampiro.
- Olá Clarisse. Como vai? – ele perguntou, com sua voz suave - Bem.
Sem falar mais nada, larguei a porta do elevador e me dirigi a minha porta. Peguei minha chave e abri a porta.
- Mãe, cheguei. – gritei, entrando. - Oi filha! – exclamou ela.
Eu podia ouvir um tec tec, o que significava que ela estava no computador. Falei alguma coisa com nossa empregada, Marina, e fui para meu quarto. Liguei meu notebook na escrivaninha e peguei meu dever de casa.
Quando o notebook ligou, entrei na internet e abri o MSN. Como sempre, eu estava ocupada. Abri meu caderno enquanto me conectava e o coloquei apoiado na ponta da escrivaninha. Eu estava com sorte, só tinha dever de matemática. Vi se tinha alguém com quem eu queria conversar e não tinha.
Comecei a fazer o dever quando a Bia entrou. Bia é a Beatriz, minha melhor amiga. Cliquei nela e começamos a conversar enquanto eu fazia o dever. Descobri que ela tinha ido ao dentista e feito uma operação no dente qualquer e por isso não fora a aula.
Quando terminei o dever, joguei o caderno na cama e fiquei conversando com ela. Vi uns dois vídeos no Youtube que ela disse para eu ver e depois de mais ou menos uma hora me despedi e saí do MSN.
Saí do quarto e fui ver minha mãe no escritório. Como sempre, ela estava fazendo qualquer trabalho dela lá.
- Mãe, vou andar de bicicleta ok?
Ela murmurou alguma coisa que não entendi, mas dei de ombros e peguei meu iPod. Saí de casa levando a chave e tranquei a porta por fora. Esperei um pouco o elevador, mas estava demorando e o outro estava desligado para concerto. Como sou impaciente, decidi descer de escada mesmo.
Chegando ao primeiro andar, dei de cara com Cristiangelo. Revirei os olhos e fingi que não o vi, indo direto para a garagem, onde eu guardava a bicicleta.
- Olá novamente Clarisse. – disse ele, sorrindo.
Não respondi e continuei andando, mas Cristiangelo era esperto e sabia como chamar minha atenção.
- Então Seu João. Como vai sua vida insignificante de porteiro?
Fechei os olhos e respirei fundo para me acalmar e continuei andando. Então ele mandou o trunfo.
- Se ao menos você não fosse um humano fraco e idiota e sim um vampiro, você seria muito mais importante.
Não agüentei. Eu não sou uma pessoa agressiva sabe. Sou impaciente, mas não agressiva. Mas isso muda quando se trata de vampiros. Me virei e corri para Cristiangelo, pronta para bater nele.
- Clarisse, não, tudo bem! Calma! – gritou Seu João.
Eu devia tê-lo ouvido, mas não, eu tinha que ser cabeça dura e partir pra cima do vampiro idiota que o havia insultado. Dei um soco em sua barriga, que não surtiu nenhum efeito, além de me machucar. Cristiangelo, que estava sorrindo, pareceu um pouco preocupado.
- Opa, calma, não queria que você batesse em mim. – disse ele – Deixe-me ver essa mão. – ele pegou minha mão, que estava meio vermelha. - Me larga. – arranquei minha mão das dele. – Você é um idiota.
Comecei a socá-lo e chutá-lo mesmo vendo que não fazia efeito nenhum. Mas ele estava se irritando. Depois de um tempo parado, ele me deu um empurrão e eu voei longe, batendo na porta de vidro e fazendo um barulho de vidro quebrado alto o suficiente para atrair os guardas vampiros que ficavam no fim da praia.
Cristiangelo podia gostar de mim, mas ele também se irritava. Por isso, ele só ficou lá parado enquanto Seu João corria para me ajudar. O afastei, murmurando um obrigado, e arranquei um caco de vidro do ombro.
Andei até Cristiangelo e tentei dar outro soco nele, mas eu estava tonta com a batida e não consegui. Caí no chão, feito uma idiota, e ele se abaixou para ver se eu estava bem.
- Você é um idiota. – consegui dizer entre arfadas. - Você foi burra em me atacar. Não percebe que gosto de você.
Eu ia responder com algum insulto, mas, nesse momento, dois guardas vampiros chegaram. Nos viram no chão – eu machucada e Cristiangelo intacto – e pensaram o óbvio: Cristiangelo tentara me morder. Mas como os guardas são bem treinados e Seu João é ingênuo e sincero – para meu azar –, os guardas foram perguntar o que houve para Seu João e este respondeu como aconteceu, provavelmente pensando que iriam culpar Cristiangelo por insultá-lo.
Ao invés disso, me pegaram no colo sem dizer nada e me levaram com eles.
- Ei! Me soltem. Pra onde estou indo? – perguntei. - Para a prisão. Vai ficar um dia lá pra se comportar. – respondeu um dos guardar. - E o Cristiangelo? - O Cris é assim, gosta de se gabar. Já prendemos ele várias vezes, mas de nada adiantou. Era melhor você tê-lo ignorado. Nem era com você. – respondeu o outro.
Eu tentei protestar, mas os dois guardas tinham argumento para tudo. Desisti de falar e passamos o resto da viagem em silêncio. A prisão mais próxima era no Forte do Leme e era para lá que estavam me levando. Por onde passávamos, as pessoas olhavam. Também né, quem não olharia dois vampiros com suas capas super discretas levando uma garota no colo? Super normal. Eu não me sentia muito bem com isso e quase agradeci quando chegamos à prisão.
Eles inscreveram meu nome e quanto tempo eu ficaria lá numa prancheta que pertencia à recepcionista e me levaram pelo Forte até onde ficam os presos. O Forte do Leme não é só uma prisão, tem várias áreas de lazer, por antes ser uma colônia de férias, então havia virado um tipo de clube para os vampiros. Porém, o “clube” só funcionava à noite, para os vampiros poderem se movimentar melhor, tipo, sem as capas.
Os vampiros abriram a cela e me botaram ali dentro. Então, pelas grades, eles borrifaram algo em spray no meu machucado e colocaram um curativo. O cheiro de sangue parecia deixá-los meio nervosos.
- Depois dessa eu vou pegar sangue lá no posto. – disse o primeiro guarda. - Vou com você. Com certeza cara. – respondeu o outro.
Fiz uma careta, parte de dor pelo machucado, parte pela conversa dos vampiros e fui para minha cama do lado da parede. Os guardas foram embora e eu me virei para a outra parede. Foi então que eu vi um homem de uns trinta anos olhando diretamente para mim com curiosidade.
Continua...
Última edição por Cami Phalangie Salvatore em 14.03.11 11:19, editado 1 vez(es) |
|  | | Rafael Nível I


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 11.03.11 19:12 | |
| ahhhhhh,muuuuito boa,fofinha ^---^ eu acho que só comecei a ler essa sua,a história é mt maassa XD parabéens |
|  | | Cami Dellatorre Iniciante


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 11.03.11 21:48 | |
| vlw Rafa. xD mas vc começou a ler as outras 2, Avatar 2 e UVR, lembra? ^^ |
|  | | Matt Hanson Nível I


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 11.03.11 23:53 | |
| Como consegue ser tão criativa? *-*' Gostei muito, cami, de verdade. Você é uma ótima narradora e acho que vou aprender muito com a sua fic, espero um dia escrever tão bem quanto você. |
|  | | Rafael Nível I


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 12.03.11 0:28 | |
| leeembro *---* acho que eu vou continuar a ler a avatar 2,eu salvei o link e a vingança repolhuda tem no ALC,neah??? acho que eu só li os primeiros caps dessa e depois parei..vou ler um pouquinho devagar por causa do tempo,mas eu acbao todas,fofinha |
|  | | Cami Dellatorre Iniciante


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 12.03.11 11:29 | |
| as duas tem no ALC Rafa. ^^
e valeeeu Matt, q bom q gostou do primeiro cap. vo só esperar a Bru comentar pra lançar o 2. xD |
|  | | Matt Hanson Nível I


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 12.03.11 14:06 | |
| Sem querer causar flood aqui, mas em relação ao personagem Mattheus... você se inspirou em quem para criá-lo? [diz que foi o Matt *-*' ] |
|  | | Rafael Nível I


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 12.03.11 15:25 | |
| ela já tinha essa fic antes de te conhecer,matt XD ok,fofinha,vou acompanhar porlá então..XD mas as duas tão atualizadas lá,neah??pq o fórum é meio parado de leitores ^^ |
|  | | Cami Dellatorre Iniciante


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 12.03.11 17:54 | |
| n inspirei em ninguem n, só gosto mt do nome. (: e vlw Rafa. o/ |
|  | | Matt Hanson Nível I


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 13.03.11 22:10 | |
| Que pena ):mas quem sabe você não se inspira e mim pra outra coisa ? rs. |
|  | | Cami Dellatorre Iniciante


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 13.03.11 22:45 | |
| ahahaha, eu posso inspirar alguem em vc, pode deixar. xD
tah, agora ja chega de todo mundo chamando de Matheus qnd é Matteus, o nome está oficialmente mudado para Matheus, to concertando. xD |
|  | | Matt Hanson Nível I


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 15.03.11 12:01 | |
| Hehe, que massa. Agora o personagem tem o nome igual o do meu oofê *-*' quando posta o próximo capítulo? (: |
|  | | Cami Dellatorre Iniciante


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 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 15.03.11 15:07 | |
| bem, a Bru n postou, mas ela ta sumida, entao eu entendo q algo tenha acontecido, so, cap novo. (:
Capítulo 2 – Passo um dia na prisão.
Esperei uns minutos, para ver se ele parava de me encarar. Não parou. Comecei a ficar apreensiva. Minha mãe, como todas as outras no planeta, me avisa para todo o tipo de situação que envolve garotos – ou homens – e se não era bom confiar em um desconhecido, acho que um presidiário desconhecido realmente não é o tipo de pessoa que você pode sair conversando como velhos amigos fazem.
Eu não estava olhando, mas sabia que ele mantinha seus olhos em mim. Decidi arriscar e olhar para ele. Minha primeira visão foi a de um preso qualquer. Ele tinha cabelos castanhos bem escuros mal cortados e roupas esfarrapadas, era magro e alto e tinha um rosto cansado e triste. Mas aí eu reparei nos olhos. Eram tão negros que pareciam quase roxos. Não pareciam maus, só tristes. Mesmo assim, fiquei alerta.
Peguei meu iPod e comecei a ouvir música num volume razoável, para que pudesse ouvir se o preso falasse. Parece que eu estava pressentindo alguma coisa, pois o homem falou:
- Pode aumentar o som? Eu gostaria de ouvir. Faz tempo que não ouço música. - Ah. – levantei uma sobrancelha, surpresa pelo tom de voz tranquilo dele e pela sua pergunta fora de hora. – Claro. – aumentei o volume até o máximo e tirei os fones dos ouvidos, para não ficar surda.
Ficamos em silêncio novamente. Não se ouvia barulho nenhum na prisão, além da música que eu tinha colocado. Passados uns minutos, eu já estava tensa de novo. Comecei a pensar em minha mãe, em Matteus, em Cristiangelo...
Meus olhos se encheram de lágrimas que caiam e rolavam por meu rosto. Então comecei a sentir uma ardência nos olhos pelo choro. Limpo as lágrimas com as costas da mão, mas elas continuam a cair e eu continuo a chorar ali, encolhida na minha cama da prisão...
- O que você está fazendo aqui? – perguntou o meu companheiro de cela, com um tom meio triste e meio cético. - Como assim? – odeio responder com uma pergunta, mas não pude fazer nada, não fazia idéia do que o cara estava falando. - Você é uma garota de... não sei, uns quinze anos talvez? - Quatorze. - Ótimo, quatorze. O que uma garota de quatorze anos está fazendo na prisão? - Não é da sua conta. – isso pode parecer rude, mas não pensei direito na hora. - Ótimo... – ele deu de ombros, mas eu sabia que ainda estava curioso.
Mais um tempo em silêncio e comecei a assobiar. Assobio quando estou nervosa. Só não perguntem por que. Também não sei.
- Não assobie, por favor. Me irrita. Então, qual o seu nome? – eu sabia que ele cederia. - Clarisse. Clarisse Villardo. E o seu? - Miguel. - Só Miguel. - Meu sobrenome é importante? – Miguel levantou uma sobrancelha. - Não, é só... Ah, deixa. – eu já estava me sentindo mais relaxada e tinha parado de chorar. - Bem, vou perguntar de novo. O que você está fazendo aqui?
Me sentei, olhei para o teto escuro e de novo para Miguel. Eu estava hesitando, mas acabei decidindo por responder.
- Me meti numa briga com um vampiro do meu prédio. Ele me jogou longe e os guardas ouviram o barulho. Então me trouxeram para cá... Falando no Cristiangelo, quando eu chegar em casa... - Cristiangelo? – perguntou Miguel. - É. É o nome dele. – ele fez uma careta. – Sei que é estranho. Ele é um playboyzinho vampiro que se acha o bom. – Miguel assentiu. – Mas e você? Você parece péssimo cara. Há quanto tempo está aqui?
Miguel ficou calado por um tempo, parecendo perdido em lembranças, e respeitei isso. Se ele precisava pensar, bem, que pensasse. Mas eu tinha dado minha resposta a ele. Agora queria saber a resposta dele.
- Faz uns dois meses. Tenho que ficar aqui mais um mês e então serei liberado. – Miguel fez uma pausa. – Há dois meses mais ou menos, eu era feliz. Não tinha família além dos meus pais e um irmão, mas com certeza eu tinha três bons amigos que me apoiavam em tudo. Certo dia, nós tínhamos ido a uma festa à noite e, quando estávamos voltando estava bem tarde. Um vampiro da guarda nos cercou e nos atacou. Nós tentamos fugir. Só eu e outro amigo meu conseguimos. Os outros dois foram mortos pelo vampiro. O outro que fugira comigo foi alcançado pelo vampiro e foi morto também. Para minha sorte ou azar, o vampiro ficou satisfeito e fui acusado injustamente por assassinato. Três mortes, três meses.
O rosto de Miguel estava sombrio e o meu, bem, não sei, mas provavelmente estava confuso distinguir, pois eu estava sentindo um misto de pena, medo, raiva e vergonha por ter ficado com medo do pobre homem.
- Olha, me desculpe, eu não queria fazer você relembrar essas coisas. – eu disse, relutante. - Tudo bem. Eu...
Nesse momento, o que quer que ele fosse dizer, foi interrompido. Um guarda apareceu e abriu as grades, me mandando segui-lo.
- Ei, onde estamos indo? – perguntei pela quinta vez, já um pouco irritada.
Ele revirou os olhos vermelhos, parou em frente a uma porta e olhou para mim. Então, com sua voz de seda mostrando impaciência, respondeu:
- Você tem visita.
E me empurrou para dentro da sala.
--- A princípio eu só percebi uma coisa: A sala era do tamanho do meu quarto e tinha um sofá, uma mesa e duas poltronas. Não era frio nem quente e tinha uma janela pequena para alguém passar e grande para refrescar na parede. De acordo com minhas fontes, prisões não eram confortáveis. Minha segunda percepção: Minha mãe, Marina – pra quem não se lembra, minha empregada –, Matheus e, quem me surpreendeu mais, meu pai estavam sentados no sofá e nas poltronas.
- Mãe! – corri para ela e a abracei. Fiz o mesmo com Marina. – Matheus! O que está fazendo aqui? - Vim te ver, malfeitora. – disse ele, com um sorriso brincando nos lábios. Incrível, mesmo quando estou presa, ele brinca.
Sorri e o abracei com força. Ele retribuiu meu abraço e pela primeira vez no dia, fiquei calma. Quando o larguei, olhei meu pai. Ele era o único sério. Todos sorriam por eu estar bem e por estarem me vendo. Menos meu pai.
- Pai. – murmurei. - Não vai me abraçar, Clarisse? – perguntou meu pai, a voz mostrando desaprovação. - Marcelo! – exclamou minha mãe, em voz baixa. – Seja mais simpático. Clarisse está tendo um dia difícil. - Não se meta, Clara. – respondeu meu pai, frio.
Matheus fuzilava meu pai com o olhar. Cara, se tem uma coisa que tira o sorriso de Matheus, é o meu pai. Ok, vocês devem estar se perguntando o porquê. É o seguinte: Meu pai, quando eu tinha uns cinco anos, traiu minha mãe e eles se separaram. Naquela época, ele trabalhava numa empresa. E trabalha até hoje, só que agora ele é o dono da empresa.
Não sei como minha mãe pode gostar dele. Ele é frio, mandão, orgulhoso e nada carinhoso, engraçado – na verdade ele não tem nenhum senso de humor – e com certeza não é um pai presente. Mesmo sendo rico, ele só dá uns quinhentos reais para minha mãe. Ela já entrou na justiça, mas ele subornou os advogados e o juiz e minha mãe perdeu.
Eu não odeio meu pai, só acho que ele é o pior pai que existe. Mesmo assim, não o odeio, por princípios. Apesar disso, já sofri por causa dele e, claro, desabafei com Matheus. Ele via que meu pai me fazia mal e passou a odiá-lo. Ponto final.
Olhei para minha mãe como se dissesse pra deixar pra lá e ela entendeu. Dei de ombros e abracei meu pai.
- Então, o que deu em você para cometer um crime? – perguntou meu pai severamente. - Eu não cometi um crime! - Então como veio parar aqui? - Eu... – minha voz falhou e não tive resposta.
Abaixei a cabeça, pronta para o falatório de meu pai, quando Matheus disse:
- Ela defendeu um humano de um vampiro. Não cometeu nenhum crime. – fiquei tão surpresa que levantei a cabeça e fiquei olhando para Matteus, pois ninguém tinha coragem de desafiar meu pai, ainda mais na primeira vez que o vê. – Você não pode brigar com ela por isso.
Pensei que meu pai fosse explodir. Ele não é muito paciente e odeia quando o contrariam. É, minha família é muito complicada.
- Olha aqui garoto, não me diga o que é certo e o que é errado! – meu pai ficou cara a cara com Matteus. - Tudo bem, vou deixá-lo sem saber mesmo. – respondeu Matheus.
Pensei que meu pai ia bater em Matheus quando o guarda vampiro que me levara até lá disse que o tempo acabara. Abracei minha mãe, Marina e Matheus. Depois, relutante, abracei meu pai também.
Corri para a porta, querendo sair daquele ambiente o mais rápido possível, e o guarda me levou de volta para minha cela. Estava quase feliz de voltar para lá.
- E então? – perguntou Miguel, curioso. – Como foi? - Um desastre. – respondi, me sentindo péssima. - Não parece, você está sorrindo.
Com um susto, percebi que ele falava a verdade. Acho que realmente fiquei feliz por Matheus me defender na frente de meu pai. Ninguém nunca havia feito algo tão corajoso por mim. Acredite, eu não teria coragem.
Miguel ainda me olhava, então contei-lhe a história. Contei-lhe sobre meu pai, sobre Matheus, sobre tudo. No final, ele simplesmente murmurou um “Entendo.” e se calou.
- Acho que estou assim por causa do que Matheus fez. Foi muito corajoso. – eu disse e Miguel sorriu. – Quê? - Alguém está gostando de Matheus... - Quem? – perguntei, como uma idiota, antes de perceber o olhar dele. – Eu? – ele riu e eu senti como se tivessem me dado um soco. – Ele é só um amigo! Não temos nada, eu... - Ok, ok. – ele levantou as mãos em sinal de redenção, mas o sorriso continuava.
As próximas horas passaram silenciosas. Fiquei ouvindo meu iPod e assoviando. Miguel mandava eu parar, mas eu fingia que não ouvia. Acabei pegando no sono.
---
Meu sonho foi muito agitado, provavelmente porque eu não havia desligado o iPod e música ainda estava na minha mente. Começou com cenas de guerras humanas, explosões, tiros e então ouvi um uivo e a cena mudou.
Eu estava deitada em meu quarto, na minha cama macia, dormindo. Então eu acordei. Me levantei, fechei os olhos e, quando os abri, já não estava na paz da minha casa. Eu estava numa tenda improvisada, feita para a guerra. Uma mesa se encontrava no centro da tendo e uma cadeira, um tipo de trono pequeno, ficava de um de seus lados. A minha frente, sentado no trono, estava um homem pálido, alto, de longos cabelos pretos e olhos vermelhos. Eu o reconheci de imediato por uma das fotos em meu livro de história. Era William. Ou ele já tinha convencido o presidente, ou já havia apresentado a idéia, pois o trono era feito para um líder.
Minha vontade era de bater nele. Mas eu não conseguia me mover, falar, muito menos bater em um vampiro estrategista.
Enquanto William descansava – ou pensava, trabalhava, sei lá – duas pessoas entraram na tenda. Uma eu vi que era humano. Só podia ser Bill Clinton, o presidente que William havia convencido a ajudar. O outro era uma vampira, alguma guarda, provavelmente. O presidente se sentou a frente da mesa, na direção do vampiro.
- Bill. – falou William com sua voz melodiosa, enquanto lia um livro. - Presidente Bill Clinton. – replicou o presidente. - Tanto faz. – respondeu o vampiro, entediado, ainda lendo o livro.
Apesar de falarem uma língua estrangeira, o inglês, estranhamente, eu conseguia entender suas palavras como se fossem em português.
- Sabe por que te chamei aqui, Bill? – perguntou William, erguendo os olhos de seu livro.
O presidente estremeceu ao ver a cor dos olhos do homem a sua frente, vermelhos como sangue. William percebeu isso.
- Bonitos não? Posso deixá-los ainda mais vermelhos se você não concordar. – em seguida mordeu o ar e riu alto quando Bill prendeu a respiração. – Só estou brincando Bill. Você ainda não me respondeu. - E-eu acho que é sobre a g-guerra? - Você é um homem esperto Bill. Vai me ajudar? Basta mandar suas forças armadas nos ajudarem que eu lhes dou a munição certa. - E se eu... - Não aceitar? – Willian se levantou e caminhou até atrás de Bill, posicionando a cabeça no ouvido do presidente. – Coisas ruins podem acontecer. – sussurrou.
O vampiro voltou a seu lugar, sorrindo vitorioso.
- Tudo bem. – o presidente suspirou e assinou um papel. - Muito bem, Bill. Agora, vamos jantar. – e piscou para Bill. - O quê? – os olhos do homem se encheram de terror. – Mas eu assinei o papel, eu concordei... - Bill, você não leu todo o contrato? Que coisa feia. – debochou William e pegou o contrato, procurando uma linha específica. – “Se o presidente assinar o contrato, suas forças armadas serviram aos vampiros e William tomara seu lugar como líder mundial.” - Então! Eu assinei! Pode ficar com meu lugar, com tudo meu! – implorou Bill, se ajoelhando. - Bill, ainda não entendeu? – perguntou o vampiro. – Tsc tsc. Aqui não diz nada sobre sua segurança.
O presidente tentou correr para a saída, mas a vampira o parou. William gargalhou com a ingenuidade do presidente. Sorriu, mostrando as presas e avançou no pescoço de Bill.
---
- AH! – caí da cama, acordando assustada e suando frio.
Massageei a cabeça, pois a tinha batido no chão fortemente. Eu estava ensopada de suor e morrendo de medo. Qualquer vampiro podia vir aqui agora e beber meu sangue.
Me levantei e sentei em minha cama. Comecei a pensar em meu sonho e, quanto mais eu pensava, mais eu sabia que aquilo realmente acontecera. Me lembrei de quando eu era pequena, quando eu tinha apenas quatro anos, e os vampiros invadiram o Brasil. Lembrei de minha mãe lendo o jornal, comentando sobre o desaparecimento do presidente.
Suspirei e olhei Miguel. Ele estava dormindo. Meu iPod estava na minha cabeceira. Sorri para o preso e olhei a janela. Já estava de manhã. Eu dormira direto desde o fim da tarde de ontem até hoje. Olhei meu relógio de pulso, eram oito da manhã.
Tentei de tudo para não lembrar do sonho, mas ele não saia da minha cabeça. Eu estava faminta e isso apenas me distraía um pouco. Lá pelas dez da manhã, um guarda vampiro trouxe o café, um copo de leite com ovos mexidos. Eu odeio leite, mas peguei metade dos ovos para mim. Miguel logo acordou e pegou a outra metade para ele.
Eu devia estar horrível, porque, depois de beber o leite e comer os ovos, Miguel olhou para mim, fez uma careta e falou:
- O que houve durante a noite? - O que te faz pensar que aconteceu alguma coisa? – perguntei, erguendo uma sobrancelha e me olhando. - Você tá toda suada, com cara de quem viu um fantasma. - Pesadelo. – respondi, depois de hesitar um pouco. – Dos brabos. - Bem, então sinto muito. Mas você já vai sair daqui. Então, pode ficar tranquila. – Ele sorriu, tentando me encorajar.
Sorri tristemente e me deitei, olhando para o teto, pensativa. As horas passaram calmas e entediantes, e eu imaginei o quão chato deve ser passar três meses ali.
Finalmente, quando era uma da tarde, um guarda abriu a porta e nos chamou para o almoço.
Saímos e fomos até uma parte do forte/prisão que era a céu aberto e tinha duas mesas bem grandes e compridas. Uma terceira mesa continha comida. Felizmente, não haviam muitos presos por ali, mas alguns eram tão mal-encarados que valiam por vários. Fiquei bem perto de Miguel, que parecia totalmente relaxado.
Pegamos nossos pratos, nos servimos e nos sentamos em uma das mesas, perto de um homem de uns vinte anos sorridente e uma mulher que tinha no mínimo trinta anos.
- Quem é essa, Miguel? – perguntou o homem. - Essa aqui é Clarisse. Ela brigou com um vampiro idiota do prédio dela e veio pra cá por um dia. – respondeu Miguel. - Eu sou Fábio. – o homem sorriu e apertou minha mão.
Ele era ruivo e tinha algumas sardas pelo rosto. Tinha o rosto marcado por expressões sorridentes e dentes brancos. Seus olhos eram azuis. Ele me lembrava muito Matteus, com seu sempre presente sorriso.
- Eu sou Maria. – falou a mulher com sua voz rouca. Ela parecia mal humorada, mas ela estava numa prisão, tinha esse direito. - Sou Clarisse. – respondi.
Maria era morena e tinha olhos castanhos. Não era muito alegre, mas sabia se divertir e contar piadas. Ficamos conversando enquanto comíamos e descobri que os dois eram pessoas maravilhosas, cada um a seu jeito, claro.
Depois que voltamos para as celas, ficou tudo chato de novo. Miguel tirou seu cochilo da tarde e eu fiquei ouvindo música. Depois de um tempo, o acordaram para ele ir tomar banho e perguntaram seu eu também tomaria. Respondi que não, já que logo voltaria para casa.
Quando ele voltou, nada mudou. A mesma chatice de antes. Conversamos um pouco sobre nossas vidas, mas continuou chato. Finalmente, as quatro horas da tarde, quando arrumei a confusão, um guarda chegou e disse que eu já podia ir embora.
- Tchau Miguel. – eu disse, triste por deixar meu novo amigo. - Até mais Clarisse. – ele respondeu, me abraçando, e eu retribui o abraço. – Não se meta em confusões hein? – ele piscou para mim e eu sorri.
Saí com o guarda, que me levou até minha casa. Me deixou na portaria e eu subi no elevador.
Continua...
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|  | | Matt Hanson Nível I


Mensagens: 1964 Dólares: 1456 Reputação: 0 Idade: 21 Localização: Mystic Falls, Vírgina.
Ficha de Personagem Pontos de Experiência:
   (50/500000) Advertências: 2/10 Mochila:
 | Assunto: Re: Vampires - A Rebelião 15.03.11 18:02 | |
| Ficoou massa *-*' bem melhor que o primeiro capítulo. (: espero que continue escrevendo. Não só irei me inspirar como também irei acompanhar. Nota 10. |
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