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 Vampires - A Rebelião

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Cami Dellatorre
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MensagemAssunto: Vampires - A Rebelião   09.03.11 12:18

Relembrando a primeira mensagem :

Título: Vampires – A Rebelião
Gênero: Ação, aventura, romance, comédia e guerra.
Shipper(s) e/ou personagem (ens): Só personagens e shippers novos.
Classificação: 12 anos.
Autora: Cami Phalangie Salvatore.
Resumo: Vampiros existem desde o inicio dos tempos, mas nunca se revelaram para os humanos, fazendo-os pensar que os vampiros são apenas um mito. E se um dia esse seres se mostrassem ao mundo? O que aconteceria?
Status: Incompleta.
Capítulos:

OBS: Já postei no tD, agora aqui. \o/


Última edição por Cami Phalangie Salvatore em 14.03.11 11:13, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   09.06.11 21:54

obvio q n Rafa, eu vo postar o q ta aqui na sequencia '-'
ok (:

e q legal haha
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Matt Hanson
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   09.06.11 22:30

O na sequência é o 5, não? .-. heey, espero que o meu xará apareça mais no próximo...
Ansioso*
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Cami Dellatorre
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   10.06.11 16:15

é o seis. ah, ja comecei o oito. entao aqui está o seis:

Capítulo 6 – Minha visita ao hospital muda tudo

Acordei na manhã seguinte animada com a idéia que iria ver minha mãe. Era sexta, mas paciência, eu quase nunca faltava, um dia não faria diferença.

Cristiangelo não estava em casa, procurei por ele em todo canto, mas não o encontrei. Derrotada, fui tomar banho e me arrumar, pois o horário de visita era cedo, de dez da manhã até uma da tarde. Se eu não chegasse a tempo só poderia visitá-la às cinco da tarde e não estava a fim de esperar.

Coloquei comida para Luke, que veio correndo e pulando em minha direção. Troquei o jornal dele, pois ainda era novo demais para passear e fui ao banheiro. Estava lavando o rosto quando ouvi o barulho da porta abrindo.

- Bom dia! – ouvi a voz melodiosa de Cristiangelo da sala. – Te trouxe café, ta com fome? Aqui não tinha nada a não ser sangue e, eu nunca comi, mas dizem que comida de hospital é horrível.

Sequei meu rosto na toalha e fui para a sala. Já estava vestida, blusa básica e calça jeans, pronta para ir. Cristiangelo estava com a roupa pronta também e, como sempre que saía, sua capa preta por cima de tudo.

Ele foi para a cozinha e começou a tirar as coisas da sacola. Pão, queijo, manteiga, leite, Nescau, umas frutas e yogurt. Para um vampiro, até que ele sabia o que comprar. Tomei um copo de leite e comi um queijo-quente. Como sempre, com Luke pulando no meu colo e tentando comer minha comida. Depois, escovei os dentes, coloquei meu filhotinho na área, onde estavam seu jornal, sua comida e sua água, fechei a porta e fui para a sala.

- Vamos! – exclamei, animada, com medo e ansiosa ao mesmo tempo. – Vamos, já são nove e meia!
- Calma, Clarisse. – respondeu Cristiangelo, mal humorado, do banheiro. – Já vou, só estou botando minhas lentes.
- Pra que lentes?
- Digamos que o pessoal do hospital tem um certo... “probleminha” com vampiros.
- O que vocês fizeram? – perguntei, incerta de que queria ouvir a resposta. Cristiangelo riu, como se a lembrança fosse engraçada.
- Nada não... – depois de rir mais um pouco, suas lentes estavam postas e seus olhos, verdes. Ficavam muito mais bonitos assim do que com aquele vermelho forte dos olhos de vampiro. – Vamos.

Saímos do apartamento e descemos no elevador até a portaria. O dia estava claro, quase sem nenhuma nuvem no céu, mas não estava abafado, o que era bom, pois apesar de eu gostar de Sol e calor, odiava quando estava abafado demais.

- E aí Seu João? – falei sorrindo para o porteiro.
- Olá Clarisse. – ele respondeu, não olhando para o vampiro ao meu lado.
- Hello, senhor insignificante. – disse Cristiangelo, sorrindo debochadamente.

Dei um soquinho de leve em seu braço e olhei para ele com um pouco de raiva. Ele riu e botou os braços em meus ombros, me enlaçando. Rapidamente tirei seu braço de mim, o que o fez rir mais.

- Tchau Seu João. – eu disse, um pouco irritada depois do acontecimento. – Me desculpe por isso.
- Tranqüilo. – respondeu o porteiro.

Comecei a andar em direção a garagem e ele me seguiu como se nada tivesse acontecido. Isso me irritava profundamente, Cristiangelo não tinha o menor respeito por humanos.

Cheguei na garagem e parei, pois não sabia qual era o carro que devíamos pegar. Cristiangelo surgiu ao meu lado e andou casualmente até seu carro, um Jaguar XF 2010, como ele me disse depois.

- Caramba. – exclamei.
- O governo paga bem. – respondeu ele simplesmente, dando de ombros. – Qual hospital?
- Policlínica de Botafogo.

Entrei no carro, ao lado de Cristiangelo e ele entrou no banco de motorista. Ligou o carro e saiu. Eu tinha a vaga impressão de que nós estávamos indo rápido demais, o que foi comprovado quando, ao passar por um quebra-mola, eu quase atravessei o teto.

- Não está indo rápido demais? – perguntei. Não estava com medo, pois Cristiangelo sabia dirigir e bem, mas mesmo assim...
- Para um vampiro isso é bobagem. Mas se quiser que eu desacelere é só falar.
- Então vai mais devagar por favor.
- Não to a fim. – respondeu ele, rindo um pouco. Hoje estava mais infantil que o normal.

Revirei os olhos e me acomodei no confortável banco. Em poucos minutos já estávamos estacionando na garagem do hospital e eu estava tão nervosa que parecia que ia vomitar de nervosismo. Entramos na recepção, Cristiangelo tirou o capuz de sua capa e fui direto falar com a recepcionista.

- Oi, eu sou Clarisse, falei com alguém daqui ontem por telefone, vim visitar minha mãe, Clara Villardo. – as palavras saíram se atropelando de minha boca e fiquei surpresa pela recepcionista ter entendido alguma coisa.
- Ela está no quarto quatorze. – respondeu a moça. – Siga reto e depois vire a esquerda.
- Obrigada.

Comecei a andar rápido, pois não se pode correr no hospital e Cristiangelo me seguiu calmamente pelos corredores, olhando em volta e rindo como se seja lá o que tivesse acontecido no hospital, lhe trazia lembranças muito engraçadas.

Andamos mais um pouco e chegamos ao quarto quatorze. Quando entrei lá, minha mãe estava deitada em sua cama, dormindo. Sorri com pena e meus olhos ficaram um pouco molhados de emoção.

Me sentei na poltrona que tinha do lado da cama onde minha mãe estava e Cristiangelo ficou em pé, apoiado na parede. O médico entrou e, depois de dizer bom dia, pediu para eu ir falar com ele, mas Cristiangelo, sempre se adiantando, disse que era com ele que devia falar e os dois saíram por um instante.

Depois de o que pareceu uma eternidade, mas na verdade foram apenas alguns minutos, Cristiangelo voltou à sala e o médico saiu, dizendo que tinha coisas para fazer. Pela cara dele, as notícias não eram boas. Me levantei e meu coração começou a bater forte e, mesmo com o ar condicionado, comecei a suar, com medo do que ele poderia falar.

- Olha, eu vou facilitar isso pra você. – disse Cristiangelo e eu já esperava o pior. – Quando o carro de sua mãe capotou, ela entrou em coma – engoli em seco, meus olhos cada vez mais embaçados pelas lágrimas – e, por causa de alguma história de uma bolha lá, ela pode ter perdido o movimento das pernas.
- Mas ela vai ficar boa não é? – minha voz saia mais fina do que o normal, pelo meu estado.
- Não tem como saber se ela perdeu ou não o movimento e se ficará boa ou não até ela acordar do coma. Isso se... Se ela acordar.

Desabei na poltrona, e comecei a chorar tanto que meus olhos começaram a arder e ficar vermelhos. Cristiangelo parecia estar com pena e veio em minha direção. Ele se sentou no braço da poltrona e me enlaçou novamente, mas dessa vez eu não tirei seus braços. Ao invés disso, apoiei minha cabeça em seu peito e continuei a chorar.

- Shh, calma, vai ficar tudo bem. – Cristiangelo dizia essas e outras palavras de consolo que nunca pensei que ele pudesse dizer e me sentia agradecida por ter alguém ali comigo naquele momento.

O vampiro me abraçou mais forte e eu comecei a falar coisas sobre minha mãe e como ela era a pessoa mais maravilhosa desse mundo e Cristiangelo provavelmente não estava entendendo nada. Não tinha problema, naquele momento eu esquecera de quem ele era, de o que ele era, naquele momento ele era apenas um amigo me confortando e, se possível, eu realmente pensei por uns instantes que ele era humano e não vampiro.

Acabei pegando no sono ali mesmo, nos braços de quem eu mais desprezara minha vida inteira, além, eu acho, de meu pai. Para você ver como as circunstancias mudam as pessoas...

---

Acordei algumas horas depois. Cocei meu olho e, sonolenta, olhei o relógio. Já era meio dia e quarenta e cinco.

- Boa tarde. – disse alguém que não reconheci a voz.

Olhei para cima e vi que Cristiangelo ainda estava na posição de quando eu adormeci. Não acreditei quando vi. Ele ficara mesmo lá por duas horas enquanto eu dormia? Fiz essa pergunta a ele. Ele riu debochadamente por uns instantes e então respondeu:

- Não, eu saí. Estava com sede. Mas então voltei e me recoloquei aqui.
- Entendi. – minha voz saia estranha, meio rouca. – Me desculpe por desabafar com você, nem te conheço direito.
- Sem problemas.
- E obrigada.

Ele não respondeu e olhei para minha mãe. Ela parecia tão frágil... Parecia que se eu tocasse nela, ela quebraria. Me levantei e andei até a sua cama. Então comecei a acariciar sua testa, tirando os cabelos de seu rosto.

- Ai mãe... – suspirei tristemente. – Fique boa logo, por favor. Não conseguirei viver sem você aqui para me ajudar e... bem, sem você. Por favor... – meus olhos ficaram molhados de novo.

Você já perdeu um pai? É horrível. A pessoa que te apoiou a vida inteira de repente não está mais lá. Ou mesmo se seu pai ou sua mãe não te apóiam, a sensação de perder um pai é horrível. Agora, pegue essa sensação e multiplique por cem. É o que estou passando. Além de minha mãe não estar lá comigo, eu não sei o que vai acontecer com ela. Não sei se vai viver, não sei se vai morrer, tudo é incerto e isso... isso é muito pior do que perder um pai. Você fica com esperança de que as coisas vão melhorar, mas no fundo, não tem a mínima idéia e isso me apavora. Mais do que tudo que eu tenho medo, eu não suporto a idéia de não saber se minha mãe vai conseguir. E saber que ela talvez esteja paraplégica, é horrível. Então, não diga que pode entender o que estou passando. Pois não pode.

Cristiangelo, vendo que eu estava triste e chorando novamente, me abraçou. Eu meio que já estava contando com seu abraço. O que eu não esperava era o que aconteceu em seguida.

- Clarisse? – disse uma voz conhecida da porta.

Me desvencilhei do abraço e me virei de súbito. Pega pela surpresa, não sabia o que falar.

- Matheus? – exclamei.

Matheus parecia tão surpreso quanto eu. Mas a minha surpresa era boa, a dele parecia mais um choque emocional. Não entendi a principio, mas então olhei para o lado, vi Cristiangelo parado e entendi tudo.

- Eu tenho que ir. – murmurou o garoto da porta.
- Não, espera! – corri em sua direção e o virei para mim. – Matheus! O que faz aqui?
- Bem, eu soube o que acontecera com sua mãe e vim te visitar, pra ver como estava e se precisava de um ombro amigo. – pelo tom de voz ele estava irritado. – Mas pelo jeito você já tem um amigo. – ele recomeçou a andar e o parei de novo.
- Espera. O Cristiangelo só estava sendo um amigo Matheus, seja um também!
- Você não precisa da minha amizade, já tem a desse vampiro. Volta lá pros braços gelados dele!
- Olha só, você não tem o direito de falar assim. – exclamei, começando a me irritar também. – Ele não é nada demais para mim, apenas um novo amigo que foi amigo o suficiente para me trazer para ver minha mãe e me consolar! Era o que você devia estar fazendo, me ajudando a passar por esse momento, que é muito difícil para mim, e não dificulta-lo.
- Era o que eu ia fazer! – Matheus já estava gritando e uma enfermeira olhou para nós, provavelmente imaginando se já era hora de pedir para não gritar. – Mas aparentemente ele chegou antes. Então, me desculpe por estar atrasado Clarisse e boa sorte com a sua mãe.

Depois dessa, ele saiu pisando forte e não o impedi, pois fui pisando forte de volta para o quarto.

- Nossa. Humaninho estressadinho aquele, hein? – Cristiangelo riu como se aquilo fosse uma piada. – Não consegue ver a namoradinha se abraçando com outro.

Apertei os olhos, cansada do humor infantil do vampiro. Respirei fundo, mas quando vi que ele estava se preparando para outro comentário, não agüentei.

- E você! – fui andando em sua direção – Se não fosse por você nada disso teria acontecido!
- Hein? – perguntou Cristiangelo, confuso. Ele estava certo, na verdade não tinha culpa nenhuma, mas eu estava com a cabeça quente, não pensei na hora.
- Se você não tivesse me trazido aqui e me abraçado, isso não teria acontecido. Matheus teria entrado e ele me abraçaria e estaríamos fazendo as pazes por aquela briga no telefone!
- Calma, Clarisse! – exclamou Cristiangelo levantando as mãos em sinal de rendimento. – Vamos pra casa, lá você dorme um pouco pra acalmar porque você ta tipo, uau. – ele fez um gesto que dava a entender que eu estava fora de mim.

Deu uma grunhida – sim, uma grunhida – peguei minha bolsa e saí em direção a garagem. Lá, entrei no carro e fiquei esperando, até que o vampiro apareceu e entrou no Jaguar como se nada tivesse acontecido. Isso me irritava profundamente. Na verdade, tudo me irritava profundamente. Acho que eu tinha acabado de passar para o quarto estágio do luto – apesar de ninguém ter morrido –, raiva.

Chegando na casa de Cristiangelo, fui direto para o meu quarto e bati a porta. Me tranquei lá e me joguei em minha cama, com algumas lágrimas caindo pelo meu rosto. Lágrimas de raiva, frustração. Raiva de tudo que estava acontecendo até agora, o coma de minha mãe, a briga com Matheus, tudo. E tudo era culpa dos vampiros!

Se não fosse o estúpido vampiro que atacou a escola, aquela garota, Naomi, não teria morrido e minha mãe não estaria em coma. Se não fossem os vampiros, muita gente ainda estaria viva e vivendo bem melhor do que agora. Isso tinha que acabar, os vampiros só trouxeram sofrimento para nossa raça.

E foi nesse momento que eu decidi que eu precisava fazer alguma coisa. Foi aí que eu decidi formar minha própria rebelião. E foi aí que percebi que minha visita ao hospital mudou tudo.

Continua...


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Matt Hanson
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   11.06.11 14:13

Não tinha lido antes por preguiça, mas puxa! Incrível!

awn, meu chará apareceu nesse cap! *-*'
AFF, odeio as brigas do Mat com a Clarisse D:
E espero que ela fique com ele ao invés do Chris, nada contra o vampiro doidão Razz
HASUSHUSHA, aguardando ansioso pelos próximos!
<3
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Cami Dellatorre
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   11.06.11 14:25

valeu Matt <3

é, o Matty aparece sim ^^
eles brigam bastante, eu acho. ainda n decidi muito. pq tipo, eles sempre brigaram um pouco ao longo dos anos mas com o Chris ele fica todo òó
claro q eles brigam mais, só n sei se sao brigonas ou briguinhas bobas xD

eu sinceramente n sei com quem eu quero q ela fique haha
tenho q decidir isso. eu ja decidi o fim, mas n sei com quem eu gosto q ela fique.

valeu <3
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Rafael
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   11.06.11 18:11

ahhhhhhhhh,fofinhaa,muuito booom Very Happy
curioso pra ver como vai ser a rebelião de humanos contra os vampiros fodões XD
ahhhh,acho que tbm prefiro o matheus ^^ ñ gosto de gente com esse jeito enjoado e superior do chris,maaaass quem sabe ele muda,neah? ^^

Spoiler:
 


amaaando a fic,fofinha...esperando próximo cap Razz
ahhh,e tenha pressa naaaum xD
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   11.06.11 19:28

valeu Rafa *-*
é isso q to com preguiça de escrever haha

eu adoro o Chris *-*
ele é irado haha ele é enjoado e se acha superior, mas é irado, adoro ele xD
engraçado, no tD preferiam o Chris, aqui preferem o Matheus.

calma po Rafa, vc n viu q no primeiro cap diz q existem lobos mas tao extintos? pense xD

vlw <3
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   11.06.11 20:01

Eu continuo preferindo o Chris. xD
A Matheus é muito personagem whatever, sei lá. :S

Well, esperando os inéditos aparecerem. \o/
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   11.06.11 20:06

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh,já sei o que a cami tá fazendoooooooooooooooooooooo \00000000000000000/
ahhh,eu enjoo com o chris...U_U ele se acha demaaaaaais,é ruim gente assim u.ú
mas eu odiava o Damon no começo da série tbm,ninguém sabeee... Razz
fofinhaaa,o matheus é lobisomeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem \0000000000000000/
ia ser muuuito soda se ele fossseeeeee *----*(claro que ia ficar muuuito com cara de crepusculo,maaasss..*zoa)
esperando pelo próximo cap logo,doido pra ver a rebelião \0/
Spoiler:
 
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   11.06.11 20:11

isso aí G. eu n acho o Matty sei la, mas prefiro o Chris. o/

n to fazendo nada hahaha eu ri xD
adoro personagens assim, eles sao fodas <3
é, nunca se sabe né Rafa haha
nossa, q surtado esse garoto haha
n sei se ele é, se soubesse n te contaria nada xD

ok haha
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   03.08.11 16:49

malz o double mas enfim x)

Capítulo 7 – A rebelião começou

Eu estava arrancando algumas roupas do armário em que as tinha colocado quando Chris bateu na porta.

- É... Clarisse, estou ouvindo sons excessivos além de bufadas, chutes e os gritos internos das roupas sendo maltratadas e pedindo por socorro. - revirei os olhos, mas não pude deixar de dar um sorrisinho. Eu estava mesmo maltratando minhas roupas.
- Estou fazendo uma pequena mala. – respondi de dentro do quarto.
- Eu poderia entrar?
- Não, você fica fora e eu, dentro.
- Eu posso arrombar a porta se eu quiser.

Parei de pegar roupas e olhei para a porta, cética. Claro, ele podia, mas não achei que ele arrombaria a própria porta.

Dei de ombros e continuei a arrumar minha malinha. Ninguém falou nada, então supus que ele tivesse voltado para a sala. Satisfeita, fechei a mala e peguei Luke no colo.

- Ah, Luke. Eu não posso te levar comigo pra essa viagem. – ele ganiu, como se entendesse. – Então vou te deixar com... – BAM! Levei um susto e quase deixei Luke – que se mexia que nem um louco – cair no chão quando a porta apareceu estendida no chão e Cristiangelo em pé em frente a ela. – Santo Deus! O que você fez?
- Cumpri uma promessa. – dito isso, ele pegou Luke da minha mão, colocou-o no chão e se sentou ao meu lado, na borda da cama. – O que você está fazendo?
- Malas. – respondi, ainda surpresa pela repentina mudança de acontecimentos.
- Certo, para onde?
- Não acho que vá gostar. – de volta a mim, me virei.

Ele pegou meus ombros suavemente e me virou, me olhando com ceticismo e com um meio sorriso brincando nos lábios. Suspirei e, percebendo que ele só pararia quando eu contasse, encarando-o, disse:

- Eu vou começar uma rebelião contra os vampiros.
- Ok. – ele respondeu simplesmente, sem aparente raiva.
- Hã? – exclamei confusa. – Só Ok? Não vai me dizer que é loucura, me impedir porque, alô, você é um vampiro?
- Ah, sim, eu tinha isso em mente. – ele respondeu, deslizando para o fundo da cama e esticando as pernas com os pés cruzados. – Eu pensei que, por causa da sua mãe, você pudesse ter uma idéia louca assim. E eu pensei em te impedir. Ou pelo menos tentar. Mas aí eu descobri quando você brigou com Matheus que você faria isso de qualquer jeito e que, portanto, seria puro gasto de saliva. Agora, vou te falar o que acho sobre a idéia em si: É estúpida, é ridícula, é perigosa e não te levará a lugar nenhum. Você e seu grupinho acabarão mortos. Aliás, quem você vai juntar? Você, a garota de 14 anos cuja mãe está em coma, Matheus, o estressado que não agüenta me ver com você e que está brigado com você, uma ou duas amigas e mais outro amigo? Eu não acho que vá funcionar. Na verdade, nenhuma rebelião funcionou no passado. Por que essa funcionaria?
- Bem, porque eu estava pensando... –abaixei a cabeça um pouco, envergonhada do que eu diria. – Estava pensando em chamar você. – olhei para cima e Cristiangelo estava me olhando como se eu fosse louca.

Ele me encarou por alguns segundos com as sobrancelhas levemente franzidas. Depois, deu uma inclinada na cabeça de leve para a direita, com um biquinho na boca e a expressão crédula. Estava esperando ele dizer algo e me inclinei involuntariamente para ele enquanto ele mudava de expressão para aceitação. Eu estava confusa e isso podia ser percebido por quem me conhecia.

Chris ficou com a postura reta, distraído enquanto coçava o queixo. O silencio estava me matando, assim como a ausência de uma resposta. Finalmente, não pude mais agüentar.

- Fala logo! Vai me ajudar?
- Ok. – ele disse simplesmente, se virando para mim e com sua expressão normal voltando ao rosto lentamente.
- Ok? – eu esperava algo mais complexo ou até uma negação e a rápida aceitação me pegou de surpresa.
- É. O que queria que eu dissesse?
- Não ou me chamasse de louca! Afinal, to pedindo a um vampiro para se unir a uma rebelião contra os vampiros!
- Pense no que está dizendo. – disse ele, um sorriso brincando levemente nos lábios. – Você estava querendo que eu aceitasse e quando aceito, diz que era para não aceitar. – seu sorriso aumentou e ele se levantou. – Bem, já disse que aceito, me diga quando vamos.

Eu estava um pouco atordoada com o rumo dos acontecimentos, já tinha todas as falas para quando ele negasse preparadas. Me recompus e me levantei também.

- Eu não sei, temos que reunir mais gente. E ter um local para ficar.
- Pode deixar o local comigo. Quanto às pessoas, você fica com essa parte. – ele piscou e estava se dirigindo a porta quando se virou. – Ei, caso você queria chamar o seu amigo Matheus, diga para ele trazer calmantes. – e saiu, rindo de sua própria piada.

Pisquei, pensando em como minha mente cheia de imaginação não poderia ter sonhado tudo aquilo. Depois de uns cinco minutos parada, me levantei, fui a cozinha e bebi um copo d’água. Voltando ao quarto, arrumei o que faltava da mala e peguei o celular.

Eu não queria falar com ele ainda pela briga no hospital, mas sabia que não conseguiria fazer isso sem Matheus. Então, decidi mandar uma mensagem de texto. “Minha portaria às 3, importante, traga Bia e Manu.” Manu era minha segunda melhor amiga, queria que ela participasse disso. Os três moravam no mesmo bairro então assim seria mais fácil.

Até as três da tarde fiquei conversando com Cristiangelo sobre a rebelião e em como seria. Ele me contou de seu esconderijo na Floresta da Tijuca e como ninguém além dele já foi lá. Então tínhamos uma complicação: como matar vampiros. Cristiangelo suspirou e sua expressão mostrava dúvida, provavelmente ele estava pensando em se devia mesmo me contar como matar um vampiro. Eu estava explodindo de curiosidade, sabia que estava prestes a saber um grande segredo.

- Ok. – ele pareceu se decidir e olho para mim. – Há apenas dois meios de matar um vampiro. Luz do Sol e estaca de madeira no coração. Porém, estacas são difíceis de direcionar e requer anos para conseguir atirar exatamente no ponto certo. Portanto, em uma visita à Suécia, na verdade, em uma missão para exterminar uma rebelião – estremeci com a revelação, poderia isso ser uma armadilha? – conheci um homem, um simples soldado da rebelião. – soldados? Tínhamos que ter soldados? Estremeci novamente. – Mas ele, apesar de sua posição, era muito inteligente e criou uma tecnologia que nunca tinha visto antes. Ele criou balas que aprisionava a luz do Sol, portanto, se nos atingissem com uma dessas balas, morríamos na hora ou em um ou dois minutos, dependendo de onde a bala nos toca. Se perfurar, já era, diga adeus a sua vida. Enfim, eles nunca chegaram a usar a invenção do soldado por ceticismo, mas eu vi seu poder. Tive uma onda de admiração pelo homem, finalmente um humano que valia a pena se ter no mundo. Então eu o salvei. Aleguei que o tinha matado, mas na verdade, ele vive na minha caverna na floresta. Ele aprendeu a falar português aos poucos mora lá há pouco mais de dois anos. Podemos usar essa tecnologia e ele pode nos ajudar. O que acha?

Fiquei sem palavras. Era muita informação em alguns segundos. Porém, logo percebi o quão maravilhoso aquilo era e abri um largo sorriso. Agradeci ao Chris pensando em como aquilo podia fazer a diferença entre perdermos e ganharmos. Mesmo assim, uma coisa ainda não saía da minha cabeça e estava me incomodando.

Ele se levantou e disse que ia até a cozinha tomar um lanche. Tive um pouco de náusea com aquilo, o que o fez rir e percebi que ele tinha dito aquilo com esse propósito. Fui atrás dele e quando cheguei na cozinha ele estava mexendo na sua “geladeira”. A náusea voltou.

- Ei, Chris. – ele balançou de leve a cabeça mostrando que estava ouvindo e continuei. – Por que está me ajudando?
- Eu beber sangue te ajuda? Essa é nova. – ele riu e revirei os olhos.
- Eu quis dizer sobre a rebelião. Afinal, é contra os vampiros, sua gente. Por que está me ajudando?

Ficamos em silêncio por algum tempo enquanto Chris escolhia uma bolsa de sangue – ou fingia. Escolhida a bolsa, se dirigiu a sala, fazendo um sinal para eu segui-lo. Sentamos no sofá e ele olhou para mim.

- Eu não vejo porque não.

Nossa, que resposta. Eu esperava algo profundo, que tivesse algo a ver com seu passado ou aquele sonho que tive e ao invés, bela resposta que levo. Foi como um tapa na cara.

Uma marca de um sorriso surgiu em seus lábios e pensei que ele estava brincando, mas não, ele estava sorrindo pela bolsa de sangue que estava abrindo, devia estar com fome. Ou sede, não sei.

- O que? Você trai sua espécie assim? Fácil assim? – eu estava ficando um pouco revoltada, mas você sabe, essa sou eu.
- Motivos pessoais, não se preocupe com isso. – ele respondeu e então bebeu uma grande quantia de sangue, para em seguida olhar para mim novamente. – E por você, claro.

Outro tapa. Essa afirmação me fez querer me enterrar na areia e ficar lá. Não acredito que eu estava fazendo alguém se rebelar contra sua própria espécie. E então eu percebi que ele estava fazendo isso por mim. Já tinha percebido, óbvio, mas aí caiu a ficha, era por mim. Corei um pouco, mas murmurei um obrigado, me levantei e fui para o quarto. Já chegava por hoje de sentimentalismo.

---------------------------------

Às três da tarde, desci com Chris ao meu lado para a portaria. Matheus era muito pontual então, se ele viesse, não se atrasaria mais do que cinco minutos. E assim foi. Poucos minutos se passaram e um Matheus mal humorado chegou ao lado de Manu e Bia. As duas pareciam meio confusas com o chamado repentino. Abracei as duas a me virei para Matheus, mas ele olhava para os pés quando disse:

- Você chamou, aqui estamos. O que foi?
- Aqui não. – respondi. Fiz um gesto com a cabeça para o elevador. – Vamos lá pra cima.

Entramos no elevador e subimos em um silencio desconfortável. Eu estava parada enquanto olhava para o teto, Matheus hora se apoiava num pé, hora no outro. Manu e Bia estavam paradas olhando o chão. Apenas Cristiangelo parecia confortável. Com seu olhar de sempre, não sorria, mas claramente não estava desconfortável ou chateado. “Como ele consegue?” Pensei no momento em que o elevador chegou no andar de Chris.

Entramos no apartamento dele, Matheus, Bia e Manu olhando tudo em volta. Simplesmente me deixei cair no sofá enquanto eles se sentaram calmamente. Chris se sentou na poltrona relaxadamente, voltando a sorrir enquanto olhava a situação e o constrangimento dos presentes.

- Então, já que estamos aqui, gostariam de algo? – Disse ele. Nós quatro olhamos para ele, cada um de um jeito. Ele as vezes era tão infantil. Meus olhos pareciam dizer exatamente isso, com um quê de “O que você ta fazendo?”. O sorriso de Cristiangelo se alargou e quando ninguém respondeu, ele se levantou. – Só eu então? Tudo bem, já volto.

E todos se viraram para mim. Eu não olhava diretamente para nenhum dos meus amigos, estava queimando de vergonha e podia jurar que eles queria me bombardear de perguntas.

- Então... você mora aqui agora? – perguntou Matheus lentamente.
- Você mora aqui? Com ele? – exclamou Manu, um pouco mais animada, seus olhos brilhando por um agito, como sempre. – Como consegue?
- Não é nada demais ok? – quase bati nela. Eu juro que os olhos de Matheus ficaram vermelhos e da mesma cor deve ter ficado meu rosto. – Ele é idiota mas pode ser legal as vezes.
- Ah é, super! – ironizou Matheus.
- Pelo que me lembro, você era amigo dele até outro dia. – respondi em tom de desafio.
- Quando isso aconteceu?
- Quando ele te separou do meu pai e você foi embora, você estava todo “Tchau Chris, até viu? Ei, não esquece que amanhã a gente vai jogar videogame na sua casa.” – Matheus enrubesceu um pouco e seu rosto assumiu uma expressão um pouco envergonhada.
- A última parte não é verdade!
- Que seja, você era amigo dele.
- Eu nem o conhecia direito! – ele se levantou com raiva.
- E o que mudou? – me levantei também, nós realmente não podemos conversar normalmente sem brigar. Mas eu também estava com raiva então deixei levar.
- Você! – exclamou ele, respirando fortemente com o rosto fechado.

O clima ficou tenso depois disso. Tive um minuto para analisar a situação. Matheus em frente a mim, bufando; Manu e Bia sentadas olhando paras as mãos desconfortáveis e quando olhei dentro de mim mesma, percebi que estava triste. Triste por brigar com Matheus novamente, triste por ter que morar com Chris, triste por tudo. E me sentei, derrotada. Ele continuou em pé, se acalmando um pouco, mas ainda nervoso.

Nesse momento ouvimos um canudinho sendo sugado. Me virei e vi Cristiangelo em pé, encostado no parapeito da porta da cozinha, com um copo cheio de algo vermelho dentro. Ele bebia o conteúdo do copo, parecendo interessado na situação. Ele não sorria, parecia analisar as coisas.

- Vocês deviam ir na Oprah. – disse ele, me pegando de surpresa. O encarei, sem acreditar. – Sério, todas as vezes que os encontro, vocês dois tão brigando. Tá enjoando.
- O que ta enjoando é isso aí na sua mão. – respondi, irritada. – Isso é sangue?
- Não querida, groselha. – disse, sarcasticamente, os olhos sorrindo. – Quer um pouco? – ele esticou a mão, revirou os olhos e sentou-se em sua poltrona novamente. – Agora, tratem de fazer as pazes. Clarisse, por favor, chega disso. Ele não gosta de mim porque acha que estamos juntos. Problema resolvido? Bem, não estamos – disse ele, se virando para Matheus. – E você, que garoto mais estressado e ciumento! Quer deixar pra lá? Ela mora aqui porque incendiou a casa, não porque ela não consegue resistir a minha obvia boa forma e beleza. – Chris se virou para mim, sorriu em seu jeito natural e piscou. Manu caiu para trás e revirei os olhos. – Agora, vocês são melhores amigos. Se abracem e peçam desculpas. – fico para, Matheus também. Ele havia sentado e agora não se levantava. – Gente, quando eu dou uma ordem eu gosto que seja feita na hora. E isso foi uma ordem. Agora.

Suspirei e levantei, sorrindo tristemente. Chris tinha razão, a briga era estúpida e já estava durando tempo demais. Estava na hora de fazer as pazes. Matheus se levantou e ficou de frente para mim. Manu olhava para Cristiangelo, que a encara sorrindo, como pude ver com o canto dos olhos. Também não deixei de notar que Bia tinha o olhar fixo em mim e Matheus, cheia de expectativa.

- Olha, ele tem razão. – A voz de Matheus me acordou da analise da sala. – Me desculpe por ser tão ciumento, protetor e chato. Só não quero que se machuque, pois certas pessoas podem fazer isso. – ele enfatizou essa última parte, mas sorria fracamente, porém sinceramente, para mim.
- Tudo bem. – respondi, devolvendo o sorriso. – Me desculpe por ficar tão chateada com isso tudo e por descontar em você com todas as perguntas e a raiva. – mordo meu lábio, meio insegura. – Desculpas aceitas?
- Desculpas aceitas. – o sorriso dele aumente e o meu também. Nos abraçamos e eu sinto uma sensação estranha, como se algo dentro de mim se aquecesse e uma luz apagada se ascendesse novamente.
- Aww, que lindo. – disse Chris. – Voltando ao assunto importante agora que terminamos a sessão Oprah, você conta ou eu conto? – perguntou ele.
- É melhor eu dizer, afinal foi minha escolha... – disse. – Gente, eu...
- Você ta grávida e quer ficar com o bebê! – exclamou Manu. – Sabia que não tinha conseguido resistir!
- Hã? – exclamei – junto de todos os outros na sala, inclusive Cristiangelo –, olhando para ela confusa, sem acreditar no que ouvia. – Como é, Manu? – acho que eu nunca tive uma expressão mais “what the fuck?” na minha vida.
- Ah, não é isso? – ela disse, corando tanto que estava da cor de um tomate. Parecia que ela queria desaparecer e escondi um sorriso cruel por isso.
- Não, mas você pode aparecer por aqui quando quiser, viu? – disse Chris, o olhar paquerador surgindo. Ah, como eu conhecia esse olhar e como ele me enchia o saco.
- Gente, foco! – exclamei, balançando a cabeça e suspirando, a situação tendia a ficar mais estranha a cada minuto. Demorou um pouco, mas todos olhavam para mim. – Eu decidi que estou cansada de ser o alimento dos vampiros. Estou cansada de poder ser morta quando quiser, sendo poupada apenas por ser uma bolsa de sangue. – Cristiangelo deu mais uma sugada no canudo e tive vontade de batê-lo fortemente. Matheus riu e revirei os olhos. – Eu cansei. Por causa dos vampiros Naomi morreu.
- Me desculpe, quem? – perguntou Bia, falando pela primeira vez.
- Uma namorada aí do Lucas. – respondi. – Eu não a conhecia também, mas não é o quero dizer. Não importa quem ela era, importa que ela está morta. Por causa deles. E podia ter sido qualquer um de nós. Não sei vocês, mas eu não quero ter que correr esse risco na minha própria escola! Além disso, por causa dos vampiros, minha mãe está internada, em coma. – um nó se formou em minha garganta e precisei de uns momentos para continuar. – Os vampiros tiraram de nós nossas escolhas de quem deveria governar, já que seu governante não morre. Eles tiraram de nós nossa liberdade e nos fizeram seguir regras. Eu não concordo com isso! Eu digo que nós devíamos nos opor a isso. Eu... – nesse momento meu celular tocou. “Droga”. Pensei. – Um minuto gente. – atendi o telefone, era Lucas. – Oi Lucas, o que foi?
- Eu recebi uma mensagem estranha sua dizendo para aparecer na sua portaria com Bia e Manu às três. – queria pedir desculpas, eu fui a casa delas mas elas não estavam lá, estou indo pra aí agora falou?
- Hã? – a ficha caiu e eu ri. – Ai, desculpa, devo ter mandado para você sem querer, a mensagem era pro Matheus.
- Sério? – respondeu ele. – Fiquei a ultima meia hora tentando falar com elas por nada? Droga Cla!
- Desculpa. Mas vem, você pode ser importante pra isso aqui também.
- Ok, ok. To indo. Pede uma pizza ok? Eu to com fome.
- Ok, beijos. – termino a ligação, sorrindo. Suspiro e me viro para os outros. – Como eu ia dizendo...
- Melhor eu pedir a pizza. – disse Cristiangelo, se levantando, pegando o telefone e indo para o quarto. Os outros me olharam confusos, mas fiz um gesto para deixarem para lá e eles deixaram.
- Enfim... – olhei para todos para me certificar de que ninguém me interromperia e então continuei. – Depois de pensar no assunto, me dei conta de que não podemos mais ficar sentados enquanto os vampiros tomam proveito de nós. Temos que agir! E é por isso que convido vocês a fazerem parte da minha rebelião. – encarei a todos, esperando uma resposta. Silencio. Ninguém disse nada e fiquei frustrada. – E então gente?!
- Olha, Cla, não que eu não admire sua coragem e tal... – começou Bia. – Mas não acha que somos, er, muito pequenos, despreparados, frágeis, inexperientes e em minúsculo número para isso?

Essa resposta foi como um soco na boca do estômago. Chris havia aceitado tão rápido que eu estava esperando a mesma reação por parte de meus amigos. Parece que não seria assim.

Me sentei, meu entusiasmo havia sumido. Aonde eu estava com a cabeça quando achei que eles aceitariam? Cada um tem sua própria vida, não podem simplesmente dizer “Vamos passear pelo mundo lutando contra vampiros!” e deixar tudo para trás. Fui muito burra mesmo.

- Que falta de animo. – disse uma voz vinda do corredor. Segundos depois, Chris apareceu na sala. – Vocês não concordam com ela? – sem respostas. - Não concordam?
- Bem, eu concordo. – disseram os três em uníssono.
- Então pronto. – disse o vampiro, se sentando na poltrona. – Uma vez, quando meu pai retornava de uma de suas viagens à África para comprar escravos, – me remexi no sofá, inquieta com o termo “escravos”. – ele me disse algo. Eu tinha quinze anos na época. Ele segurou em meus ombros e me virou para os escravos recém adquiridos. “Está vendo aquilo, filho?” Ele perguntou. Respondi que sim. “São escravos. Eles irão trabalhar para nós. Agora, esta vendo aqueles ali?” Me virei para onde ele apontava. “São os que já tentaram fugir. Estão presos, sofrendo. Mas não se importam, pois sabem que a esperança não morre. Se arriscam pela liberdade, maior bem que poderiam ter. A liberdade é algo conquistado por meio da dor e sábios são os dispostos a sofrer por ela.” Eu não entendia direito por que ele dizia isso, mas descobri um tempo depois que na verdade meu pai admirava os rebeldes. Até mesmo os escravos rebeldes. Então sim, sofreremos. Sim, teremos de deixar tudo para trás. Sim, será arriscado. Mas ainda assim, acordaremos de manhã sabendo que o que estamos fazendo é a coisa certa. E isso, isso ganha de tudo. Porque agora eu entendo as palavras de meu pai e ele está certo, a liberdade é de fato o melhor bem. Vocês não deviam hesitar em tentar tê-la.

Eu estava pasma. Boquiaberta, encarei Cristiangelo, sem saber o que dizer. Nunca pensei que ele pudesse ser assim, profundo e sábio. Para mim ele sempre fora o vampiro idiota do meu prédio. Agora ele adquirira um novo respeito de minha parte. Continuei olhando para ele enquanto Matheus, Bia e Manu conversavam em voz baixa. Quando decidiram participar da rebelião, sorri e abracei a todos, agradecendo, quase chorando. Mas minha mente ainda estava em Cristiangelo. Afinal, ele havia conseguido que eles participassem e eu devia uma a ele. A rebelião começara.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   03.08.11 23:39

ahhhhhhhhhhh,que maassaaaaaaaaaa \0000000000000/
amoo essa sua fic,fofinha,tomara que ñ demore muuito pra postar o próximo naum ^--^
primeirooooo,ñ tenho nada contra o lucas naum,só gosto dos outros dois mas do que dele,ele apareceu pouco,eee no começo eu achava que a clarisse gostava dele enquanto ele ficava com a Naomi(não sei que milagre eu tou conseguindo me lembrar dos nomes xD)
o chris tá ficando suportável u.u eu acho sinceramente que ele tá ajudando eles só pela clarisse,é bonito e tal,e muuito legal da parte dele,principalmente pra um vampiro,mas é muuuuito na cara que ele gosta dela e tá fazendo isso por ela,se ela ñ existisse,acho que ele nunca ajudaria os humanos não u.ú
mas muuuuuuito sodona a fic,fofinha,mas pode postar sem pressa,viu??sei que vai ficar chato e sem tempo com as aulas agora :/
Spoiler:
 
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   04.08.11 14:17

awee, q bom q ta gostando Rafa. eu tive uma inspiração pra escreve-la, pena q os trecos q eu to escrevendo agora acontecem na segunda temporada. segunda temporada? Cool yes, vai ter. se tudo der certo, vao ter 3 temporadas. xD esse treco q eu to escrevendo vai ser tenso, vai ocupar metade da segunda temporada, vai atrasa-los completamente, vai ferrar todo mundo e eles vao ser quase mortos varias vezes xD

eu um dia vo descobrir o q vc tem contra o Lucas u.ú
e naao, ele é tipo um big brother pra ela <3

tem esse motivo, sim. agora, acho q só a Vick sabe o q tem mais do q isso (:<

e, Rafa, se essa crise de inspiração durar, eu n ligo pra aulas, eu escrevo xD
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   05.08.11 14:51

aaaaaaaaaaaaaah, não tenho nada contra o Lucas. Ele é meu segundo personagem predileto depois do Matheus (: e não é só porque temos o mesmo nome ^^
nossa, a fanfic ta ficando cada capítulo melhor, Cami.
SÉRIO! Eu tô amando, o que me lembra que preciso voltar a postar a minha DDDD;
preguiça básica*
não demore tanto pra postar... a sua fic me dá muita inspiração *-*'
sz1
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   05.08.11 17:25

eu tbm atogon o Lucas, apesar do meu char favorito ser o Chris, como esperado xD
obrigada Matt *-* q bom q minha fic te inspira, espero q sempre continue assim ^^
e q bom q gostou \o/

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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   23.12.11 18:40

só pra dizer que eu nunca fiz nada por ti,mocinhaaa u.ú *zoooaaa xDD
antes que a Bru U_U alguém apareça aqui pra reclamar de flood,eu postei pra cami poder postar o novo epi u.ú *minha boa ação de natal ^^* xDD *zooooa
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   23.12.11 18:41

era só dizer "ei, Cami, quando sai o cap?" u.ú *zoa xD
ai gal, prometo q vo upar mais frequentemente:


Capítulo 8 – Trilhas e ameaça só combinam com vampiro no meio.

- Você tá louca! Vocês todos estão loucos! – Lucas jogou as mãos para o alto.
- Ele está aceitando bem, não? – cochichou Chris ao meu lado.

Revirei os olhos e andei até Lucas. Ele tinha chegado há uns dez minutos, tempo suficiente para que eu constasse a ele a nossa ideia sobre a rebelião. Apesar da minha irritação, Cristiangelo estava certo, Lucas não estava reagindo nada bem. Quanto mais eu pensava no assunto, mais eu achava que ele era o único com juízo aqui.

- Lucas, nós, sabemos que é perigoso...
- Yzããham! – grinhiu ele, me interrompendo, como que mostrando que o que eu falava era óbvio.
- Boa escolha de palavras, meu amigo. – zombou Chris, o sorriso no rosto, o dedão levantado. Por mais tensa que estivesse com a situação, não pude deixar de dar um sorriso. Lucas retribuiu levantando outro dedo. Cristiangelo levantou as mãos em derrota e sorriu zombeteiro. – Você venceu. Podem continuar.
- Como eu estava dizendo – Lucas olhou para Chris antes de continuar – é loucura.
- Você não quer liberdade, Lucas? Pense nisso! – exclamei, olhando nos olhos azuis dele. – Não ter que tirar sangue o tempo todo, poder viver tranquilamente, sem saber que pode ser atacado a qualquer hora! Não quer isso? – Lucas abaixou a cabeça e começou a balança-la, de olhos fechados. Se virou e começou a andar de costas para mim. – Eu sei como você tem medo de agulhas. – Eu disse, num tom mais amigável.

Ele se virou para mim, o rosto amolecido e o medo aparente nele. Quando pequeno, Lucas foi ao médico tirar sangue para um exame e a agulha quebrou enquanto o médico tirava o sangue. Lucas ficou gritando de dor e seus pais processaram o médico. Ele ficou traumatizado desde então e agulhas o amedrontam mais que tudo. Apenas vampiros o deixam com mais medo. Então, todo mês, quando Lucas vai tirar sangue, eles fazem ele dormir e então extraem o fluído. Mesmo assim, Lucas se sente horrível quando volta.

Eu morro de pena dele por isso e sei que foi um pouco sujo de minha parte relembra-lo disso, mas podia ser minha única chance de trazê-lo para a rebelião. E se tinha alguém de quem eu precisava, era Lucas. Ele era como o irmão mais velho que nunca tive.

O silêncio se estendeu por alguns momentos. Lucas havia começado a encarar o chão e continuava assim, Bia, Manu e Matheus em um silêncio respeitoso e Cristiangelo distraído.

- Acha mesmo que temos uma chance? – murmurou ele, ainda olhando o chão, tão baixo que quase não o ouvi.
- Acho, acho mesmo. – respondi, andando em sua direção. – Ei. – ele levantou a cabeça e coloquei minhas mãos em seus braços. – Vai dar tudo certo, nós vamos conseguir. – ele afirmou com a cabeça devagar e eu o abracei. – Obrigada Lucas. Eu não poderia fazer isso sem você.

Disse isso com a cabeça enterrada em seu ombro e ele retribuiu o abraço. Quando nos afastamos, percebi um brilho aguado nos olhos dele. Sorri e ele sorriu de volta, piscando e se sentando.

- Então, o que fazemos agora? – perguntou Lucas.
- Vamos à caverna. – meus amigos se viraram para mim, confusos, e Cristiangelo foi para a cozinha. Dei de ombros me virei para eles, lembrando que não sabiam da história. – Hm, há uns dois anos Chris e um bando de vampiros foram a Suécia impedir uma rebelião de acontecer – Matheus se mexeu desconfortável no sofá e não pude deixar de notar que ele não confiava em Cristiangelo. – e um cara inventou umas armas de luz que matam vampiros. Chris o salvou e o trouxe para cá, para a caverna dele. É, eu sei, é estranho. Enfim, temos que ir falar com o cara e conseguir mais dessas para sermos vitoriosos. Eu disse que tínhamos uma chance, Lucas, e é por causa dessas balas. Se não tivéssemos essa tecnologia, teríamos que nos armar com estacas de madeira e ia ser bem mais difícil de vencer.
- Onde fica a caverna? – quis saber Bia.
- Hm, não sei, o Chris disse que é na floresta. Mas ele não especific...
- É nas Paineiras, quinteto maravilha. – exclamou Cristiangelo, voltando para a sala com os braços cheios de bolsas de sangue. – Perto da escola de vocês, na verdade. Perto da primeira cachoeira. Dois quilômetros a oeste e bem lá em cima. Peguem repelentes e tênis e se preparem, não tem trilha.

Suspirei. Cristiangelo estava falando da Estrada das Paineiras, uma estrada em Santa Teresa rodeada por uma floresta. Lá é um grande ponto turístico por causa da vista. E das cachoeiras. Existem várias cachoeiras por lá e, para chegar à primeira, já tínhamos que andar pelo meio do mato, mas pelo menos havia uma trilha. Andar dois quilômetros e escalar seria cansativo, bem cansativo.

Olhei em volta. Lucas e Manu estavam com uma expressão que deixava bem claro que prefeririam morrer a andar e escalar. Nunca vi gente que goste menos de floresta do que aqueles dois. Bia estava como eu, conformada de que aquilo fazia parte da rebelião. Chris olhava de Lucas para Manu e sorria, se divertindo com as caretas e olhares que eles o lançavam. Matheus era o único que parecia animado. Ele adorava natureza e floresta. Quando era pequeno, ia todo ano a um acampamento e voltava triste por sair de lá, mas animadíssimo para contar as histórias. Pelo menos um de nós ia se divertir com isso.

---------------------------------

Já estava tudo arrumado. Eu já tinha colocado em minha mochila uns sanduíches, repelente, lanterna e todo tipo de equipamento que Matheus disse animadamente para eu levar. Estava combinado que nós todos nos encontraríamos na entrada das Paineiras. Tivemos um problema com os pais de Manu e Matheus, mas eventualmente eles deixaram a gente “acampar por uns dias com os amigos pra abstrair”. Os pais deles não queriam deixa-los perderem aula por algumas notas abaixo da média. Bia era aluna gênia, então não tivemos problemas com ela. Lucas tinha notas medianas, então depois de prometer estudar, seus pais deixaram. Quanto a mim, minha mãe estava em coma e eu não queria nem olhar para meu pai, então não precisei falar com ninguém. Eu não tinha contato com meus avós paternos e minha vó materna já havia morrido. Só sobrara meu avô, que estava no hospital com minha mãe, como descobri quando liguei para ele há uma hora, pouco depois do pessoal sair daqui.

- Luke! – chamei. Ele veio saltitando em minha direção e eu sorri. Eu não podia leva-lo comigo, seria muito perigoso para o cachorrinho. Quando liguei para meu avô, ele concordou em cuidar de Luke enquanto eu estivesse acampando. Me agachei e ele pulou em cima de mim. – Olha, você vai ficar uns dias com o vovô ok? – ele me lambeu e eu ri. – Bom garoto, vamos.

Botei a mochila nas costas e peguei Luke no colo. Fui para o quarto de Chris, onde ele arrumava a mochila dele. O conteúdo se resumia a sangue, roupas e comida para o sueco. Ele não tinha me visto e percebi que ele pegou um retrato. Ergui as sobrancelhas quando vi pela primeira vez uma dor profunda no rosto do vampiro. Ele passou o dedo pela fotografia, como se pudesse acariciar seja lá quem fosse que estivesse na foto.
Bati na porta e ele guardou rapidamente a foto, se virando para mim com sua expressão normal, sarcástica e divertida, como se nada tivesse acontecido há apenas alguns segundos.

- Então, tudo pronto? – perguntou.
- Aham... – respondi, ainda meio chocada.
- O que foi? – ele parecia desconfiado e me perguntei se devia contar o que acabara de ver.
- Nada. – decidi que era melhor não falar nada, afinal, mal nos conhecíamos. – Vamos?
- Bora. Vamos passar no hospital, certo?
- Aham, vovô já deve estar esperando.

Como Chris disse, eu tinha que passar no hospital para deixar Luke com meu avô. E, mesmo que não tivesse, eu passaria lá para me despedir de minha mãe... Eu podia não voltar. E se esse fosse o caso, eu queria falar com ela, abraça-la uma última vez.

Enquanto pensava nessas coisas, comecei a ficar com um aperto no peito. Eu podia sentir as lágrimas tentando se formar e aquela sensação que sempre tenho na garganta antes de chorar. Mas eu não as deixei cair. Tinha que ser forte. Respirei fundo, bloqueando esses sentimentos e saí de casa com Cristiangelo.

A ida para o hospital foi calma e calada. Ficamos em silêncio no carro de Chris e os únicos sons que eu ouvia eram os latidos de Luke. Chegamos lá rapidamente e falamos brevemente com a recepcionista pois ela não queria deixar Luke entrar – O que foi rapidamente resolvido com uma pequena ameaça de Chris. Na hora nem tive tempo de parar para pensar nisso, estava preocupada com outras coisas. – antes de ir para o quarto quatorze. O engraçado é que da última vez que vim aqui, ontem, eu queria mais do que tudo chegar ao quarto da minha mãe. Hoje, eu não tinha pressa nenhuma.

Respirei fundo e entrei.

Meu avô estava sentado numa cadeira ao lado de minha mãe, passando a mão em seu cabelo. Seus olhos estavam vermelhos e sua expressão era de dar pena.

- Oi, vovô. – deixei Luke com Chris e andei até ele. Ele se levantou, sorrindo tristemente para mim e me abraçou.
- Oi, Clarisse, tudo bem?
- Tudo e com você?
- Você sabe, vai indo, minha filha. – uma lágrima escorreu por seu rosto e senti novamente as lágrimas lutando para sair.
- Ah, vovô...

O abracei fortemente e apertei os olhos. Eu tinha que consolá-lo, me mostrar forte.

- Vai ficar tudo bem, vô. Ela vai melhorar. – eu disse. Mas eu não sabia disso, não tinha como saber.
- Eu sei, eu sei. Estou sendo bobo. – ele se afastou de meu abraço e se sentou novamente. – Como você disse, ela vai ficar bem. – ele sorriu fracamente e sorri de volta.

Chris bateu na porta e entrou, com Luke nas mãos.

- Clarisse, temos que ir. A gente combinou de se encontrar com o pessoal daqui a meia hora.
- Ok. – peguei Luke de Chris e dei ele para meu avô, que o colocou numa casinha de transporte para cachorro. – Obrigada vovô.
- De nada, Clarisse.

Lhe dei um beijo na bochecha e me virei para minha mãe. Sentei na cama ao seu lado e passei a mão em seu rosto, acariciando-o. O aperto que eu sentia no peito cada vez aumentava mais. De repente entendi porque não estava com pressa. Eu sabia que agora não tinha mais volta. Se eu continuasse, não poderia voltar atrás. E, ali, sentada com minha mãe, a única coisa que eu tinha vontade de fazer era jogar tudo para o alto e nunca sair de seu lado. Mas eu tinha que ir. Eu tinha que continuar. Era meu dever.

- Adeus, mamãe.

Beijei sua testa e, me levantando, não pude mais conter as lágrimas. Enfiei o rosto nas mãos e comecei a chorar e soluçar. Antes que eu percebesse, estava envolta em braços fortes e chorando no ombro de Chris. Novamente, ele estava ali, me consolando pela minha perda.

- Ei, Clarisse, calma. – ele dizia, meio que hesitante.

Mas eu não podia me acalmar. Como na minha última visita, tudo passou dos limites quando vi minha mãe. Eu não podia fazer nada para ajuda-la, ela ficaria ali, desacordada, por só Deus sabe quanto tempo. E meu avô, ah, coitado dele, ele ficava ali o dia todo, ao lado de minha mãe, provavelmente orando para ela ficar melhor. E essa podia ser a última vez que a veria de novo.

- Shh, vai ficar tudo bem. Calma, Clarisse, olha pra mim. – levantei a cabeça, fungando, o rosto encharcado e os olhos embaçados. Chris segurou meu rosto em suas mãos e olhei fundo em sues olhos verdes. Por um momento pensei que estava falando com Matheus. – Sua mãe vai ficar bem e você também. Ok? – afirmei com a cabeça e ele me puxou para outro abraço.

Tremendo um pouco, me afastei dele, um pouco envergonhada. Olhando para o chão, murmurei uma despedida para meu avô e saí correndo, com Cristiangelo logo atrás de mim. Quando um segurança do hospital disse para eu não correr, Chris parou e fez algo que deixou o homem bem quietinho. Eu não vi o que era e não me importava na hora.

Entrei no carro e esperei por Chris lá. Quando ele chegou, eu já não estava mais chorando. Ele ligou o carro e saiu do estacionamento.

- Tudo bem? – ele perguntou, solidário. Eu já estava com a mente calma o suficiente para estranhar esse comportamento.
- O que aconteceu com você, Chris? Há uma semana você era o vampiro arrogante do prédio e agora... Não sei, está diferente.
- Eu sempre fui assim. Você que não quis enxergar.
- Você tornava difícil enxergar no meio de tantas bobeiras que fez. Incluindo me mandar pra cadeia. – ao me lembrar disso, tive uma pontada de raiva, mas não deixei transparecer. Afinal, ele estava sendo legal comigo.
- Você se jogou em mim, foi defesa própria. – respondeu ele, dando de ombros.
- Você provocou.
- Eu provoco quem eu quiser. Se a pessoa me bate, não é minha culpa.
- Falando nisso, o que você disse para o segurança?
- Que se ele não calasse a boca eu arrancaria seu coração fora.

Ele disse isso com tanta naturalidade que poderia ter dito “o céu é azul” no mesmo tom. Aquilo, para ele, era um fato. E, apesar de tudo que ele fizera por mim, fiquei novamente com o nojo que eu tinha por ele antes de tudo mudar. Suspirei com raiva e olhei para fora da janela. A paisagem levou minha mente a viajar. Tentei imaginar como seria minha vida a partir de agora. Não conseguia imaginar, afinal, rebeliões não eram permitidas na TV, nem mesmo no jornal. Apenas esperava que um de nós conseguisse viver o suficiente para contar a história.

---------------------------------

O cheiro de floresta, as árvores com suas folhas verdes balançando ao vento, os sons dos passarinhos, a vista, nada disso conseguia me acalmar. Acalmava, mas não o suficiente.

A verdade era que Chris tinha me deixado com raiva. Mas também confusa. Ele tinha sido realmente muito legal, solidário e amigo comigo no hospital. Mas todas as coisas que ele já fez são muito para mim. E mesmo que não fossem... O que estou pensando? Ele é um vampiro. Vampiro. Mas não é culpa dele ser assim.

Me lembrei daquele sonho. Como eu o tinha tido, afinal? E será que era verdade? Era melhor simplesmente esquecer e pensar no presente. Falando em presente...

- Ali estão eles. – Cristiangelo me despertou de meus pensamentos e olhei em volta.

Ali estavam eles. Manu, Bia, Lucas e Matheus. Ao ver Matheus senti uma pontada de culpa. Mas culpa de que? De ficar com Chris? Ele é meu amigo, certo? Posso ficar com amigos. Eles acenaram e Matheus sorriu. Algo ascendeu em mim ao ver aqueles dentes perfeitos num sorriso para mim. Esquecendo a culpa e me deixando levar pelo sorriso, cujo qual correspondo com um próprio, desci do carro e corri para meus amigos.

- Matheus! – gritei alguns segundos antes de o abraçar, o que o assustou, aparentemente. Aliás, assustou a nós dois. Corridinhas com abraços e gritinhos eram tão não-eu que no momento que eu fiz isso me perguntei o por quê. Cristiangelo estava olhando pra mim e realização cruzou minha mente como um raio. Me senti como se tivesse levado um soco no estômago. Não era por isso, obviamente. Eu só estava feliz de encontrar meu amigo, claro.
- Oi, Cla, tudo bem? – sua voz parecia estar entre preocupação e riso.
- Nada, só estou feliz de ter vocês todos aqui comigo. – sorri pra esconder o nervoso que tinha tomado conta de mim mas foi forçado e falso.

Ele sorriu de volta – graças a Deus não percebeu a falsidade – e começamos a andar, Chris na frente, liderando. Acabei ficando pra trás com as garotas.

- Feliz de ter todos nós? Ou feliz de ter Matheus? – brincou Bia.
- O que? Fala sério. – respondi, super sem graça.
- Fala sério você. Todo mundo sabe que você tem uma queda por ele desde o jardim ou algo assim. – Manu apontou. Que ótimo.
- Obrigada, mas não.
- Ah, qual foi, Cla. Pode nos contar. Afinal, o que foi aquilo? Abraço, declaração de amizade? Tudo a ver com você, hein. – Bia ria alto agora e Cristiangelo deu uma olhada para trás.
- Ei! – dei um tapa em seu braço.
- Ai!
- Shiu! –sussurrei.
- Que? – ela sussurrou de volta.
- Vampiro? – dã! – Ele ouve melhor! – para minha surpresa, tudo que ela fez foi levantar as sobrancelhas. Manu sorriu maleficamente. Ai, Deus, o sorriso e as sobrancelhas. Lá vem coisa.
- Huuuum, agora estamos nos entendendo. – disse Manu enquanto Bia explodia em risos. – É encenação, quer fazer ciuminho.
- Obvio que não, eu nem gosto do Cristiangelo.
- Ok, então aquele momento de alegria foi pelo Matheus mesmo? – droga, elas sempre fazem essas armadilhas. Malditas.
- Não, tipo, eu não posso abraçar um amigo? Um que estou feliz em ver?
- Aham, aham. – Manu concordava com a cabeça, como se fosse óbvio. Então ela se virou para Matheus. Ah, não. – Matheus. – ele se virou. – Me empresta a água, por favor?
- Claro. – ela se aproximou e ele lhe deu a garrafa.
- Obrigada! – E lhe deu um abração, como o meu.

Coitado do Matheus, ficou ali, sem entender nada, antes de abraçar de volta. Se é que murmurar “Er, de nada?” e dar uns tapinhas nas costas de Manu era abraçar de volta.

Observando a cena, sorri involuntariamente. Ele era tão fofo e educado que, mesmo naquela situação, fez o certo. Ele sempre fazia o certo. Isso era uma das melhores coisas nele. Ele me viu sorrindo para ele e sorriu de volta. Alguma coisa se contorceu dentro de mim, eu simplesmente amava aqueles sorrisos e...

Epa.

Manu voltou, o sorriso vitorioso no rosto.

- Viu? Amigos não reagem do jeito que ele reagiu a você com abraços aleatórios. – quase desmaiei quando ela não comentou a troca de sorrisos, talvez não tenha visto.
- Para com isso, vocês já se abraçaram varias vezes. – retruquei, teimosa.
- Ok, acredita no que quiser. – respondeu Manu.
- Mas ele gosta de você também e... – Bia começou.
- Também? – Opa.
- Clarisse, para de negar! Eu vi esse sorriso safado que você mandou pra ele! – ela exclamou.
- Sorriso safado? – o rosto de Manu se iluminou.
- Não! Foi só um sorriso normal! – a expressão das duas me cansou. Por que elas não me deixam em paz? – Ok, eu gosto dele. Mas... – admiti, tentando falar o mais baixo possível.
- Admitiu! – exclamaram as duas.
- Tanto faz, mas...
- Sem mas, gosta dele, gosta dele e acabou. Vai fundo. – Manu é daquelas bem filosóficas.

Me virei para Bia, esperando alguma ajuda, mas aparentemente ela concordava com Manu.

- Vocês não mandam em mim. Parem com isso!
- Nem você na gente. – respondeu Bia.
- Mando sim, eu sou a líder dessa rebelião e mando vocês pararem. – Bia revirou os olhos e Manu deu de ombros, deixando pra lá. Paz, finalmente. – Se me dão licença... – me aproximei dos garotos, procurando tirar minha cabeça daquilo. – E aí gente?
- Oi Cla. – respondeu Lucas e se virou para Matheus. – Então, você viu a última luta da UFC?
- Claro, aquele japonês não tinha chance.

Ótimo. De namoro, ciuminho e garotos para luta. Com certeza, um pouco de UFC era tudo que eu precisava no momento.

Andamos mais um pouco, escalamos um pouco num trecho meio fechado da trilha. Eu sempre esbarrava em algum galho ou quase tropeçava. Não estávamos nem chegando à cachoeira e fingir que estava prestando atenção ao assunto das lutas estava piorando minha situação. Então, depois de meia hora ouvindo sobre UFC, me virei para Chris, que estava meio isolado no assunto.

- E você? Não vê essas lutas não? – perguntei meio bruscamente, ainda estava meio irritada com ele.
- Não, eu prefiro ouvir a suas conversas sobre garotos. Assunto fascinante. – sua expressão era séria, mas um sorriso brincava em seus olhos. Ótimo, ele ouviu aquilo. Meu dia só ficava melhor e a humilhação só aumentava. – Me diga, o que pode ser estabelecido como um sorriso safado? – ele colocou a mão no queixo e fingiu estar muito curioso. Não pude deixar de sorrir um pouquinho.
- Hm, não sei. Por que não pergunta a si mesmo? Praticamente tudo que você faz é safado. – dois podem jogar esse jogo. Levantei as sobrancelhas em desafio.
- Ai. Doeu. – apesar disso, ele sorria. – Acho que como líder da rebelião você pode dizer a verdade na cara dos outros, certo?
- Só na cara de quem merece.
- Talvez se me desse um abraço desses eu melhorasse. – quase ri da cara dele, o que ele não pareceu gostar.
- Sonha Chris, sonha. – eu disse, ainda tentando não rir.
- Pra que sonhar? Se eu me lembro bem já te abracei pelo menos duas vezes. Você dormiu no meu abraço. – um sorriso maldoso estava estampado em seu rosto, mas era pequeno e seus olhos estavam sem emoção.

Uma onda de raiva subiu à minha cabeça. Brincar era uma coisa, mas usar o que aconteceu com minha mãe era outra.

- Não espere que isso aconteça de novo. Aquilo só aconteceu por que eu estava um lixo. – ênfase em só e lixo. – Eu nunca faria aquilo de novo. Você não é nem meu amigo. – eu estava sussurrando agora e jogando as palavras nele.
- Se eu não sou seu amigo, por que te deixei ficar lá em casa? Por que vim nessa coisa estúpida? Por que você queria fazer “ciuminho” em mim? – Cristiangelo não estava mais sorrindo e eu sabia que o tinha atingido. Ele praticamente cuspiu a palavra ciuminho. – Eu te trouxe pro meio dessa floresta ridícula. Posso muito bem ir embora agora e deixar vocês todos aqui, perdidos. – Ódio brilhava em seus olhos e pela primeira vez desde que tudo isso começou senti medo dele.
- Você não vai. – eu não pensei ao falar isso e me arrependi assim que as palavras saíram de minha boca. Um desafio era a última coisa que eu precisava no momento.
- Me dê um motivo.

Ele parou e olhou dentro dos meus olhos. Os outros pararam também e ficaram em silêncio, nos observando. Pelo menos eu acho, já que não ousei quebrar o contato visual.

Eu nunca tinha o visto assim. Nessa hora percebi que Cristiangelo tinha algo como uma barreira emocional. Ele zoava e fazia piadas, agia como se nada importasse, mas era apenas algo que impedia as pessoas de saberem seus sentimentos verdadeiros. Ele nunca tinha deixado alguém transpassar sua barreira emocional, pelo menos eu não imaginava que tivesse. E nesse momento algo me veio a mente. Era desesperado e incerto, mas podia funcionar.

- Você não vai porque gosta de mim. – rezei em minha cabeça para isso funcionar, mas a expressão dele não amoleceu nem um pouco. O contato visual estava me matando, o olhar dele era muito intenso, muito raivoso, para aguentar. Para falar a verdade, eu estava meio que surtando quando ele fechou os olhos e suspirou. Quando os abriu, a barreira havia voltado.
- Continuem andando. – ele disse de volta ao tom normal. Havia uma autoridade que não existia sempre, porém. Todos ficaram parados, então ele se voltou para eles. – Eu disse para continuarem andando. – funcionou e, apesar de só o vampiro saber o caminho, eles começaram a andar. Então ele se voltou para mim. – Não me desafie de novo, Clarisse.

Sem dizer mais nada, ele se afastou. Com essa ameaça na cabeça, engoli em seco. Esse lado de Cristiangelo me assustava mais do que qualquer coisa que ele já tenha feito e esse pensamento apenas servia para me apavorar mais. No que eu estava me metendo...
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   25.12.11 2:33

ahhhhhhhhhhhhh,muuuuuuuuuuito,muuuuuuuuito fodãoo o epi,fofenha *--*
podia tentar postar essa fic de novo lá no tD,já que tá cheeeio de novos viciadinhos por lá tbm ^--^ xD
eeeeee não queeeeeeero que ela fique com o chriiiisssss U_U
tá,ele é legal,gosta dela,é sodão,tá indo contra a própria raça por ela e tudo,maaaaaaaasss....
vai ficar aquela história de *vou ficar com o bad boy* de novoooo
*éee,eu conheço suas intenções,mocinhaaaaaa u.ú*

eeeeee ainda da tempo de colocar em ação a minha ideia dos lobisomens ^^ *momento fãzinho irritante xDD*
mas ta muuito,muuito boa,fofenha,mesmo *--*
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MensagemAssunto: Re: Vampires - A Rebelião   25.12.11 12:06

valeu Rafa *-*
eu sinto q precisa de mais Matheus/Clarisse mesmo, só q Chris/Cla surge tao facilmente em mim q acaba tendo pouco do ship adversario xD

sua ideia dos lobisomens? hiahiaahihaiah xD
calma. xD

e obrigada, de nov <3
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Vampires - A Rebelião

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